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Grupo C – França, Austrália, Peru e Dinamarca – Análise

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Grupo relativamente fácil somente para uma das favoritas da copa, a França, que vem para a Rússia (dessa vez no verão) com um plantel cheio de talentos e um jogo por vezes envolvente, por vezes meio apático. Chegando após o trauma do vice em casa na Euro depois de perder na prorrogação para a regular seleção de Portugal, os talentos individuais franceses podem resolver e, quem sabe, levar os Bleus rumo á taça. Mas a verdade é que a França não encanta, muito por conta de um trabalho opaco do treinador Didier Deschamps.

Abaixo da campeã mundial de 98 é que o bicho vai pegar, a boa seleção da Dinamarca terá que conseguir bater um Peru desfalcado da sua principal estrela em uma punição com uma severidade muito questionável. O time dinamarquês vem em grande fase, com uma boa reta final nas eliminatórias europeias, mas não reacenderá as esperanças no coração de seus torcedores como fez a Dinamáquina nos anos 80 e 90. Correndo por fora vem a inconstante seleção da Austrália, que dá todos os sinais de que será, mais uma vez, figurante e candidata a lanterna do grupo C.

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Um time recheado de talentos mas que parece não conseguir desempenhar o máximo do seu potencial, muito por conta do trabalho regular que executa o técnico Didier Deschamps à frente da seleção em que ele se sagrou campeão na Copa de 1998 como jogador. O próprio treinador considera a equipe um nível abaixo de Alemanha, Espanha e Brasil.

Bem, não é o que pensa esse humilde blog. Apesar de ser um time não tão bem treinado assim, ainda é uma equipe extraordinária, mesmo com o Benzema de fora por conta de atritos com o treinador e também um episódio bizarro de chantagem com o seu companheiro de seleção, Valbuena.

Os Bleus contam com um ataque jovem e muito intenso, Mbappé, Griezmann e Dembelé. O meio campo formado pelo habilidoso Pogba, pelo aguerrido Matuidi e pelo combativo Kanté impõe muita dinâmica ao jogo. A defesa é bem equilibrada e cedeu apenas uma derrota durante as eliminatórias europeias, para a Suécia de virada, com um gol impressionante do meio de campo aos 48 do segundo tempo. A França tem obtido um certo sucesso nos jogos onde entrega a bola ao adversário por ser um time muito rápido no contra-ataque, mas a verdade é que qualidade não falta aos franceses, resta saber se haverá organização tática, estratégica e capacidade de controlar as partidas o suficiente para fazer jus a posição de uma das favoritas dessa Copa.

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Se a teoria dos terraplanistas de que a Austrália não existe é verdadeira ou não, não sabemos, mas o que sabemos é que mais uma vez os Socceroos abrilhantarão a copa com os seus cangurus infláveis, suas cores vivas e mais nada. Poderão dificultar a vida de Peru e Dinamarca e decidir o segundo lugar do grupo involuntariamente, mas não parece que vão além de uma apagada figuração no grupo C. Vinham fazendo um bom trabalho com o técnico grego Ange Postecoglou, inclusive sendo campeões da Copa da Ásia de 2015, mas misteriosamente após obter a classificação na repescagem contra Honduras, o comandante abandonou o barco e a chance de ir a uma Copa pela segunda vez, vai entender…

O que pode ser considerado uma pena, uma vez que o técnico grego tinha uma proposta ousada de jogo, bem agressiva, ofensiva, porém, muito inconstante e desequilibrado, estilo de jogo que com certeza agitariam a competição. De qualquer forma, disputar a copa em um país com dimensões continentais não será um problema para a Austrália, a seleção viajou mais de 250 mil quilômetros durante as eliminatórias asiáticas, chegou muito perto de não se classificar e agora vai lutar para que essa longa jornada não acabe na primeira fase, missão difícil.

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Sofreria um duro golpe com a injusta punição ao principal jogador do time, Paolo Guerrero, o que faria diminuir consideravelmente as chances do time sul-americano passar de fase, uma vez que perderia sua força de decisão de forma dramática, mas graças à um recurso na justiça, Guerrero conseguirá, com muito merecimento, realizer o sonho de disputer uma Copa do Mundo. Provas de que a vida nunca foi fácil para os peruanos em Copas, a última que participaram foi a 36 anos atrás. O castigo foi merecido após um dos episódios mais tristes da história do esporte na Copa de 78, mas para a Rússia, a seleção peruana olha para a frente. Com uma classificação para lá de emocionante, tanto nas eliminatórias quanto na repescagem contra a Nova Zelândia, a equipe chega para a Copa dirigida por Ricardo Gareca que apostou em uma renovação e de certa forma, em um retorno às origens do Peru, com um jogo de muitos passes e posse de bola.

Tecnicamente falando, o Peru está relativamente bem servido, tem em seu goleiro que atua no México, Pedro Gallese, um guarda redes de confiança, Trauco do Flamengo dá um bom suporte ao sistema ofensivo quando atua pela lateral esquerda do time, o são-paulino Cueva é uma incógnita graças à sua indisciplina, inclusive já revelou algumas broncas do astro Guerrero e teve que ser supervisionado por Gareca em um período turbulento pelo tricolor, mas mesmo assim, trata-se de um jogador muito importante, talentoso e habilidoso.

Além da presença do camisa 9, Guerrero, a responsabilidade de estrelar o Peru recai também sobre os ombros de Farfán, mais um jogador que não vai estranhar a Rússia, uma vez que atua pelo Lokomotiv Moscow. Marca muitos gols, é habilidoso e manda bem na bola parada, sem dúvida uma esperança para a aliviada seleção do Peru.

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A Dinamarca voltou a empolgar, chega perto de ser a Dinamáquina que encantou a Europa décadas atrás, pode alcançar as oitavas, mas o adversário natural seria a Argentina, e aí a disparidade é grande demais para apostas mais ousadas. A seleção nórdica fez bonito no final das eliminatórias européias e deixou a sua torcida animada com uma sequência de goleadas, incluindo uma por 5 a 1 contra a Irlanda, fora de casa durante a repescagem, carimbando a vaga para a copa, o que não acontecia desde 2010, e outra goleada por 4 a 0 contra a líder do grupo, Polônia.

Com um time muito direto e perigoso na frente, a Dinamarca pode ser uma das surpresas da Copa se conseguir fazer com que a defesa, um tanto quanto instável, não atrapalhe o bom desempenho ofensivo da equipe. Trata-se de uma seleção com boa técnica e com jogadores que podem fazer a diferença, como o meia do Tottenham, Christian Eriksen e o volante do Werder Bremem, Delaney, que costuma chegar de trás com muito perigo. É um ótimo time e precisará ser impecável logo no primeiro jogo contra o Peru, que muito provavelmente decidirá a vida das duas equipes na competição.

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França – Griezmann

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Centro de uma polêmica possível transação entre Atlético de Madrid e Barcelona, Antoine Griezmann é o grande destaque da talentosa seleção francesa. Dono de uma canhota certeira e por vezes bem agressiva, o atacante flutua e atua bem em ambos os lados do campo, marca muitos gols e é um jogador habilidoso, capaz de desmontar qualquer marcação mais intensa. Descoberto pelo Real Sociedad em um torneio organizado pelo PSG e levado cedo para a Espanha, Griezmann tem muito da escola espanhola em seu futebol, passes precisos e técnica apuradíssima. Essa mistura trás para a seleção francesa uma riqueza no ataque que a coloca em uma posição de favoritismo maior ainda quando “Le Petit Diable” entra em campo com a camisa azul.

Austrália – Tim Cahill

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O inesgotável Tim Cahill. Disputará sua quarta Copa do Mundo como o segundo jogador mais velho do torneio, perdendo apenas para o goleiro egípcio El-Hadary, que tem 45 anos. Autor do gol mais bonito da última Copa na derrota australiana por 3 a 2 contra a Holanda, onde ele acertou um voleio em cheio na área holandesa, sem defesa para o goleiro, o meia ainda é o maior destaque dos Socceroos. Depois de inúmeras transferências nos últimos anos, Cahill teve o seu contrato rescindido pelo tradicional clube londrino, Millwall, ficando sem ter onde jogar na próxima temporada, mas isso não tira a motivação do australiano que buscará nesta Copa igualar o recorde de Pelé, Klose e Seeler marcando gols em 4 copas consecutivas, mostrando que ainda tem muita lenha para queimar e que mais uma vez, pode ser a peça mais importante do elenco da Austrália.

Peru – Paolo Guerrero

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A Copa nem começou e a história de Paolo Guerrero já pode ser considerada um dos dramas mais emocionantes do mundial, um grande jogador que por pouco não perdeu a chance única de participar de uma Copa do Mundo, já que atua por uma seleção com fraca tradição em torneios internacionais e somado a isso passou recentemente por um caso de doping, por conta do consumo de um remédio para gripe que continha em sua formação elementos proibidos, o que o fez ser vítima de uma punição completamente descabida.

O centroavante é sempre decisivo e tem estrela em momentos importantes, como no Mundial de 2012, onde marcou todos os gols do Corinthians na competição, sendo peça chave na conquista do segundo mundial alvinegro. Dono de um domínio raro e com faro de gol, o Peru faz crescer bastante as suas chances com a volta de Paolo Guerrero, que inclusive, no seu primeiro jogo após todo o drama, voltou marcando dois gols na vitória por 3 a 0 contra a Arábia Saudita.

Dinamarca – Christian Eriksen

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O meia do Tottenham disputará sua primeira Copa cercado de expectativas, o principal nome de uma seleção com vários talentos, conta com uma habilidade de articulação muito criativa e com um poder de finalização quase impecável. Há quem o chame de novo Laudrup por terras nórdicas, se será tão grande, não sabemos, mas fato é que o camisa 10 já marcou história na seleção com um desempenho excepcional durante as eliminatórias europeias, marcando 11 gols em 12 jogos, incluindo um hat-trick no jogo decisivo contra a Irlanda.

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FRANÇA
Phoenix – Lisztomania

AUSTRÁLIA
Tame Impala – Mind Mischief

PERU
Mario Allison y su Combo – Louie Louie

DINAMARCA
The Asteroids Galaxy Tour – The Golden Age

 


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