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Grupo B – Portugal, Espanha, Marrocos e Irã – Análise

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De cara parece um grupo muito fácil para previsões, bolões e afins. A fase de Portugal é muito boa, com moral pela conquista da Europa e com um futebol mais eficiente do que dois anos atrás, chega para dividir o posto de favorita do grupo com uma das favoritas da Copa, a Espanha. Que por sua vez, conta com a base da melhor geração de sua história e ainda conseguiu revelar alguns talentos na última safra, resta ver se fará história ou se repetirá as campanhas vergonhosas da Euro 2016 e da Copa de 2014.

Já Irã e Marrocos são times que não parecem que jogarão mais do que três partidas na competição, são seleções muito abaixo das ibéricas, fazem um jogo excessivamente defensivo e por isso mesmo, o máximo que podem fazer nessa Copa é dificultar a vida das duas favoritas com um jogo feio e definir, involuntariamente, quem será o primeiro e o segundo do grupo.

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O campeão europeu chega à essa Copa com o próprio técnico, Fernando Santos, dizendo que luta em um grupo de forças inferior à Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha e França. É um time com certa limitação técnica e tática, e de fato não pode ser considerado um dos favoritos, apesar do surpreendente título da Eurocopa dois anos atrás. Não vai fazer uma Copa tão dependente assim dos seus talentos individuais como fez em 2014, ou na própria Eurocopa, o time evoluiu demais, muito por conta do amadurecimento de jogadores como Bernardo Silva, destaque do Manchester City.

Fez uma ótima eliminatória na Europa, ficando em primeiro no grupo de uma Suíça muito defensiva, que dificilmente levava gols, assumiu a ponta e obteve a qualificação direta em um jogo onde dominou a seleção suíça no Estádio da Luz sob os olhares ilustres de Madonna. Os conterrâneos de Bruno Aleixo chegam com um ataque muito mais agudo, porém, com uma defesa um pouco envelhecida e composta pelo intempestivo Pepe, que pode acabar com as esperanças portuguesas em qualquer jogo com o mínimo estalo de desequilíbrio.

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“La Roja”, campeã do mundo em 2010 na África do Sul, chega para a Copa da Rússia com a mesma base da geração vencedora da última década. Após uma Eurocopa deprimente, onde foi eliminada pela Itália logo nas oitavas em um jogo onde foi completamente dominada, e uma Copa do Mundo patética em 2014, onde foi eliminada logo de cara na primeira fase, vem para 2018 com leves sinais de recuperação, fez uma eliminatória impecável e invicta em um grupo que contava com Itália e bem, nada mais.

O técnico Julen Lopetegui soube manter o que era primordial na estrutura espanhola, o que rendeu a melhor defesa das eliminatórias europeias. De Gea, Carvajal Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba formam um sistema defensivo quase impenetrável, muito mais sólido do que o prestígio de Piqué com a torcida espanhola, por conta da polêmica acerca da independência catalã. Conta com um meio campo muito imaginativo, com Busquets, Iniesta e David Silva, além de um banco repleto de boas opções. Sem dúvida, em um torneio de tiro curto, é uma das favoritas, mesmo com a absurda crise que tomou conta da Espanha a dois dias da estreia, quando Lopetegui assinou com o Real Madrid e prontamente a bomba caiu, o comandante foi demitido, deixando a Espanha sem técnico e com Hierro assumindo a vaga interinamente para o mundial. Faltou ética ao treinador e ao Real Madrid e muito bom senso à Federação, que podia ter administrado a crise de outra forma, com certeza o time vai sentir, mas o futebol jogado é um dos melhores do mundo junto a Brasil e Alemanha.

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Os leões chegam à Rússia com uma marca surprendente, passaram quase ilesos, tomando apenas um gol, nas loucas e sensacionais eliminatórias africanas. Sem participar de copas desde 1998, onde foram eliminadas na primeira fase, caindo no grupo do Brasil, por quem foram goleados por 3×0, os marroquinos chegam com uma estrela na zaga, Benatia, defensor da Juventus que anda dizendo por aí que a seleção não será turista, difícil acreditar quando se tem Espanha e Portugal como companheiras de grupo. Pode ser que consiga algo apostando no ferrolho, mas a verdade é que Marrocos não é um time tão criativo assim, por isso não deixe que algumas goleadas durante as eliminatórias te enganem, pois o 0x0 foi uma presença constante na sua campanha.

Com certeza será osso duro para as potências ibéricas, podendo decidir quem ficará em primeiro ou segundo no grupo caso qualquer uma destas seleções não consiga fazer um jogo muito criativo ou efetivo contra Marrocos, mas precisará ser um daqueles casos que lembraremos para sempre para conseguir avançar mais do que a primeira fase.

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É um país que causa mais tensão com seus acordos nucleares do que exatamente em um grupo de Copa do Mundo, sem julgamentos de valor, afinal de contas o mundo é um caos e ninguém parece ter muita razão em nenhuma estratégia política que siga. Mas voltando ao que realmente importa, a seleção iraniana é treinada pelo temperamental português Carlos Queiroz, que comandou Portugal na Copa de 2010 e o próprio Irã na Copa de 2014. Montou um time para contra atacar não importa o que aconteça. Fica o jogo inteiro tomando pressão para sair em velocidade quando puder.

De qualquer maneira, esse futebol acabou trazendo resultados muito bons para os asiáticos e fez do técnico português um herói nacional. A seleção iraniana inclusive andou se empolgando nos últimos amistosos e se soltou um pouco mais, tentando impor um jogo mais ofensivo por vezes, mas não me parece que irá arriscar esse estilo de jogo contra Espanha e Portugal. Mesmo com jogadores que foram jogar pela Europa para tentar ganhar um pouco mais de bagagem, está na fase de grupos como franca atiradora.

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Portugal – Cristiano Ronaldo

B-03-destaque-portugalFonte: Getty

Cinco vezes melhor do mundo, quatro vezes campeão da Liga dos Campeões, o maior artilheiro da atualidade, campeão europeu, feito que Eusébio bateu na trave, maior jogador da história do seu país, principal astro do maior clube do mundo, ufa! O que dizer mais sobre Cristiano Ronaldo? Será o principal jogador de uma seleção que evoluiu e não depende mais 99,9% dele. Estará bem de saúde, o que não aconteceu 4 anos antes e parece ficar melhor a cada ano que passa, cada vez mais físico, cada vez mais decisivo, resolvendo jogos com um toque e com uma velocidade incrível. Com certeza o português da Ilha da Madeira fará uma grande copa se os tarolos e canhões surtirem o efeito que um famoso meme indica por aí ou se simplesmente jogar metade do que sabe.

Espanha – Andrés Iniesta

B-03-destaque-espanhaFonte: Reuters

É difícil escolher apenas um destaque na riquíssima seleção da Espanha, mas dessa vez escolhemos Andrés Iniesta, um dos maiores jogadores da história espanhola ou o maior para muitos, o craque que deixou o Barcelona nesta temporada fará a sua última Copa do Mundo pela “Roja”. Jogador extremamente cerebral e de raras virtudes, joga com uma elegância poucas vezes vista em campo e ainda é um grande driblador, foi um dos mais completos da história e já venceu tudo que um jogador de alto nível pode vencer. Foi do pé direito dele que saiu o chute mais importante da história da Espanha, o gol que deu aos espanhóis sua primeira Copa do Mundo.

Marrocos – Benatia

B-03-destaque-marrocosFonte: Getty

Nascido na França, Benatia se naturalizou marroquino e disputa sua primeira Copa do Mundo. O zagueiro da Juventus é de suma importaria para uma seleção que tem como defender a sua principal missão. Foi essencial na campanha marroquina nas eliminatórias onde a equipe levou apenas um gol no jogo de volta da segunda fase, contra a Guiné Equatorial. É um daqueles zagueiros muito equilibrados que cometem poucas faltas, tem uma boa saída de bola e um forte jogo aéreo. Sem dúvida um ponto fora da curva em uma seleção com certas carências técnicas.

Irã – Sardar Azmoun 

B-03-destaque-iraFonte: The-Afc.com

O iraniano vai se sentir em casa nessa copa, atua no russo Rubin Kazan e é um finalizador nato. O jovem atacante é promessa e seus gols já despertaram o interesse do Liverpool, tem no mundial de 2018 a chance de virar a chave da sua carreira. Ótimo finalizador com a cabeça, driblador e especialista em bolas paradas, uma pena atuar em uma seleção tão fraca, o que dificulta se destacar como a revelação que tem o potencial de ser nessa copa.

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PORTUGAL
Paulo Alexandre e Os Telstars – T4

ESPANHA
LED’s – Beautiful Stranger

MARROCOS
Zohra – Badala Zamana

IRÃ
Golden Ring – Shekar Dar Kohestan

 

 

 


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