Arquivo da categoria: Ferozes Musical Clube

Colaboradores musicais trazem as últimas novidades e os lançamentos musicais pelo mundo.

K-Competition.

 

O K-competition é um campeonato entre produtores de musica eletrônica ao redor do mundo, para remixar uma musica escolhida pelos organizadores.

A bola da vez desse ano foi o Dj e Produtor Seba com a música Painted Sky, aproveitando a oportunidade eu Dj Dido em parceria com TalkingRobotz entramos nessa briga.

Aqui a Musica original:

 

Como muitos fizeram suas versões em Drum n Bass, tomamos a decisão de fazer um Dubstep, uma coisa mais harmoniosa, e com alguns elementos a mais.

Uma levada tranquila, grave harmonioso e vocal repaginado.

Para ajudar-nos é só acessar a pagina:

 

Seba – Painted Sky (TalkingRobotz feat Dj Dido Remix)

 

Seba – Painted Sky (TalkingRobotz feat Dj Dido remix)

 

Aguardem a próxima.

 

3 bandas que você PRECISA conhecer

É tempo de boas novas bandas e música, com o boom da internet e a abertura que o Strokes causou em 2001 pro retorno triunfal da música independente fez com que bandas de garagem e artistas que produzem no quarto de sua casa entre os posters do Ramones, Radiohead, Suede e garrafas de cerveja barata vazias tivessem novamente o espaço entre as grandes novas revelações, creio que estamos em uma explosão de música de qualidade semelhante aos anos 60, conhecidos também como “anos dourados”, isso é confirmado por acontecimentos que seriam bizarros 10 anos atrás como o Arcade Fire ganhando o Grammy e todos os artistas pops ficando de boca aberta, ou como o American Idol ter em seu top 13 um cantor que apostou em Smells Like Teen Spirit, um segundo que cantou Judas Priest, e um terceiro que tem uma voz parecida com a do Rod Stewart na época do The Faces, e mesmo assim ganharem muitos votos.

Tendo em vista esses últimos acontecimentos, nunca estive em minha vida tão sedento por descobrir bandas novas, e isso não acontece somente com este que vos escreve, pesquisas mostram que em contra-mão a queda absurda da venda de discos, o número de casas de show, clubs e novos artistas emergentes subiu absurdamente.

Deixo com vocês 3 bandas que acho importante prestarmos atenção pois logo menos estarão tocando no lounge ou pista mais próximas de você:

FUNERAL PARTY

Gosta de Fugazi? E de Superchunk? E se você misturasse essas duas bandas e adicionasse um vocal com uma pegada mais atual, naquele espírito do pessoal do Rapture? A fórmula resulta no Funeral Party, que tem um cd impecável e energético, lembrando um pouco daquela época que emo não era coisa de fresco (sim já existiu essa época).

Deixo vocês com a música Finale do álbum Golden Age of Knowhere, lançado no Reino Unido em janeiro de 2011 oficialmente mas rodando na internet desde a metade de 2010, o clipe mostra uma turma bacana de deslocados com cara de chicanos, amigos chineses e por aí vai, reparem no incrível clima de hino indie aos 2:45 da música, sensacional:

Funeral Party – Finale
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bBz1qeVtvxE[/youtube]

 

site: http://www.funeralpartymusic.com/

BRAIDS

Em uma pegada na linha do Animal Collective com vocal feminino e um pouquinho mais calmo, o Braids segue uma linha muito bacana de bandas com elementos eletrônicos perfeitamente mixados com instrumentos como guitarra, baixo e bateria, a música viajante deles é perfeita para um chill out com amigos, mas para uma definição melhor do que a banda significa vou citar as palavras do próprio Braids retirado da sua página do Facebook: “Braids é uma banda que perdeu para uma banda cover de Red Hot Chilli Peppers no colegial”.

Descubra o porque a banda está em destaque no site da NME depois de sua apresentação no festival de Austin, SXSW:

Braids – Plath Heart

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=1RnfroBOgO0[/youtube]

site: http://www.myspace.com/braidsmusic

FOE

Agora o melhor por último, assim como eu muitos tem saudades do industrial dos anos 90, do digital-hardcore e por aí vai, parece que o som pesado com influências pesadas de eletrônico estão dando as caras novamente pelo reino-unido, nos últimos meses conheci pelo menos umas 10 garotas que resolveram montar uma banda nessa linha e mandar a Lady Gaga e a Kate Perry para as cucuias, juntamente com o Dubstep bombando por aí, e que claramente utiliza de timbres bem parecidos com os que foram utilizados no industrial dos anos 90. Dito isto, vemos o milagre da internet que traz uma artista como a Foe que não tem um myspace, nem um site oficial, nem uma biografia fácil de se encontrar na internet, para o destaque de sites como a NME e blogs mais variados possíveis, com direito a ganhar um remix de nada mais nada menos que Alec Empire, ovacionado por massas até hoje principalmente por ser ex-vocalista do lendário Atari Teenage Riot.

A galera lá de fora está chamando essa nova leva de artistas de post-industrial ou electro-industrial, confira o clip da garota e veja como é fácil se apaixonar por ela:

Foe – Tyrant Song

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=WNo36H8FUvc[/youtube]

site: http://soundcloud.com/foe-mania

“Are you ready for the next big thing?”

Adios Amigos!

 

 

Escrito por: Angelo Malka

e-mail: malka.ramirez@gmail.com

Sampa Noise agora no melhor estilo Noise.

 

DJ Dido Reis que escreve a coluna Sampa Noise estreia hoje seu lado DJ, produtor e conhecedor do que há de melhor na música eletrônica.

Meu primeiro contato com música eletrônica foi em 1994 em um clube na zona norte de São Paulo chamado Trump Town. Até então, meu contato com a música era o mais puro Rock’n’roll que me foi apresentado por meu pai, um grande amante do estilo e que ouvia muito David Bowie, Deep Purple, Ozzy e etc.

Mas em 1994 minha vida virou do avesso, quando já na pista do clubinho, ouvi as primeiras batidas descompassadas do Jungle. Aquilo foi arrebatador e incrivelmente apaixonante. Dali em diante, comecei a frequentar baladas e a descobrir muitas variações da música eletrônica, como o Underground, o Trance, o Techno e etc.

Em 1997 fiz um curso rápido de DJ. Sim rápido, porque na época não tinha dinheiro para pagar o curso, então fiz apenas as duas primeiras aulas que eram grátis, mas ali já comecei a entender como as coisas funcionavam. Saí das aulas muito empolgado e doido para comprar um par de toca-discos e sair tocando, o que naquele momento não foi possível. Então me contentei em participar de festinhas em que os amigos que conhecia nas baladas iriam tocar e assim aproveitava para saciar minha vontade.

Nessas festas conheci um grupo de DJs que fazia festas no bairro onde eu morava. Eles me convidaram para participar do grupo tocando Jungle e foi ali que minha vida começou a ter sentido. Toquei em muita festa de escola e festa de rua. Não era profissional e nem tinha tanto conhecimento, mas me divertia muito a cada música que tocava.

Não me lembro ao certo o ano em que conheci a balada que ficaria marcada para sempre em minha memória, mas lembro que era um sábado e que fui levado por um grande amigo até a Vila Matilde, quando conheci a Toco. Uma balada sensacional! Na parte de baixo tocava o melhor do Techno e vertentes, mas o grande barato da balada, estava na parte de cima, onde tocava um DJ pouco conhecido na época e que surgiu para abalar as estruturas da música eletrônica mundial, DJ Marky que comandava as pick-ups com muito Jungle. Ele fazia a parte superior da Toco estremecer com graves agressivos e batidas desconcertantes e foi ali que entendi que DJ não é aquele que dá play, e sim aquele que tem técnica. E o Marky tinha e tem de sobra.

Por volta de 2001 foi que realmente entrei na cena da música eletrônica. Fiz parte de um projeto chamado Twist Project, com um grande amigo e parceiro Diego Moreira, que na época foi apresentado ao Drum’n’Bass e tivemos a ideia de começar a produzir nossas próprias músicas. Depois de muito estudar e muitas cabeçadas, conseguimos lançar nosso primeiro EP, que não foi um sucesso, mas nos levou aos ouvidos de outras pessoas pelo mundo e nos abriu portas para tocar em grandes festas como foi o caso da Ziriguidrum, uma festa idealizada por DJ Slim e Thiago UN.

Chegamos a tocar em noites em que grandes nomes da música eletrônica tocariam, como DJ Andy, Bungle e DJ Marky. Mas tive que me dedicar a outra área de minha vida e acabei deixando o projeto, porém nunca abandonando a música eletrônica. Toquei algumas vezes sozinho em algumas baladas. Ainda produzo algumas coisas, contudo sem muitas pretensões. Gosto da música eletrônica porque gosto, não espero e nunca esperei ganhar dinheiro. O grande conceito está em se divertir e ouvir o que gosta, mas sempre respeitando o gosto alheio.

Em breve postarei alguns projetos que neste ano de 2011 fui convidado a participar. E para inaugurar a coluna vou continuar na nostalgia de meu resumo e colocar como dica musical do dia uma das música que me fez ficar apaixonado pela música eletrônica.

 

UK Apachi With Shy FX – Original Nuttah (Bass Intro) (1994)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=_1E9DFlz6vE[/youtube]