Todos os posts de João Paulo Tozo

Coordena e escreve para o Ferozes FC. É blogger do canal Esporte Interativo, colunista do SP Jornal e Colaborador do Portal Terceiro Tempo (Milton Neves). Já teve banda e brinca de ser DJ nas festas do FFC e quando convidado por outros eventos. Freqüenta estádios de futebol desde a época em que sua mente ainda não registrava fatos para a eternidade. Apaixonado por futebol e música. É fã de rádio e um entusiasta das transmissões esportivas feitas através dele. É adepto da imprensa esportiva que desce do muro. Seja do lado de dentro ou de fora. É fundador da Grife FFC e atua nas 3 frentes: Blog/Site, Programa de Rádio e Eventos.

DESEMPENHO COLETIVO X INDIVIDUAL

CUCA

Muitos são os paralelos entre os inícios de trabalho de Cuca junto ao Palmeiras em 2016 e 2017. No sagrado ano de 2016, em 5 jogos foram 4 derrotas, veio também na sequencia a eliminação na 1ª fase da Libertadores. Importante lembrar que na competição sulamericana o treinador pegou o time já em situação muito complicada e, ainda assim, chegou vivo a última rodada, vencendo seu jogo e sendo eliminado pela combinação de resultados.

No promissor ano de 2017 a situação quase que se repete. Em 5 partidas realizadas são 3 derrotas e apenas 2 êxitos, mas duas classificações garantidas: Libertadores e Copa do Brasil.

O que muda entre essas temporadas é a afirmação de elenco. Lá em 2016 eram muitos os jovens e promissores. Tche Tche, Mina, Vitor Hugo, Roger Guedes e a joia Gabriel Jesus. Além de jogadores já conhecidos que surpreenderam sob o comando do treinador, como Moisés.

Coube a Cuca encorpar aquela equipe e tirar de cada peça o seu melhor. Ao final do ano o título incontestável alçou essas peças a novos patamares. O investimento no elenco para 2017 foi ainda maior, a expectativa para 2017 é maior.

Do hiato de 5 meses até seu retorno, Cuca viu o Palmeiras perder a maior revelação BR desde Neymar, mas compensar a saída com contratações de muito peso: Felipe Melo, Guerra e o maior destaque do futebol sulamericano em 2016, Miguel Borja.

O futebol apresentado nesse 2017, no entanto, não retrata a expectativa e a certeza do quanto pode render esse time. São duas classificações, mas em nenhuma delas o time dá ao torcedor a segurança necessária. O próprio Cuca sente isso e vem promovendo mudanças táticas aos borbotões. Algumas delas chegam a parecer sem sentido. Ao mesmo tempo algumas insistências me fazem crer que há por parte do treinador receio em mexer em certas peças que foram fundamentais em 2016, mas que em 17 não repetem aquelas atuações, sobretudo Zé Roberto e Tche Tche.

Ontem na coletiva após o jogo contra o Inter, quando Cuca disse que “o elenco desse ano é melhor, mas o time titular perdeu qualidade com as saídas”, além de dizer que “para equilibrar essa perda técnica os que estão ai hoje precisam se desdobrar como faziam os que saíram na virada do ano”, Cuca para mim mandou um recado direto ou iniciou uma preparação para o que está por vir.  Fato é que o time não marca como marcava em 2016. E se você olhar para o ano passado não havia grandes marcadores na formação base, mas havia a dinâmica, proporcionada por aqueles jogadores e que dava ao time a condição de se reorganizar de modo a sufocar as saídas de bola adversárias. Isso não tem acontecido agora. Guerra é extraclasse na criação, mas não recompõe como Moisés. Borja sente demais a mudança de país e a diferença de velocidade do que acontece na Colômbia e agora no Brasil, sem contar que não é do mesmo gabarito de Gabriel Jesus e nem tem a mesma entrega.

Está claro que a queda no futebol de Tche Tche está atrelada a ausência do lesionado Moisés, mas Felipe Melo também não é um cão de guarda, Jean muito menos. Guerra, titular absoluto desse meio campo, não tem essa característica de recomposição defensiva. Ontem quando recuou Felipe Melo para a zaga e entrou com Tiago Santos na meia, combinado com o recado na coletiva, ficou claro que o treinador entende que será necessário achar espaço para o melhor marcador do elenco. Tiago Santos, além do gol da classificação, reduziu os espaços na criação do Inter. Poucos foram as jogadas de grande risco após sua entrada.

Deve sobrar para Tche Tche. O problema é que o ótimo meio-campo, uma das revelações de 2016, já mostrou ao longo desse ano que não lida muito bem quando mexem em seu terreno. Expos publicamente sua insatisfação com o reposicionamento feito por Eduardo Batista, por exemplo. Creio que esteja ai o receio de Cuca em promover alterações contundentes, dai o excesso de testes e o aumento no número de escolhas erradas.

Cuca não é Eduardo Batista, está ai para liderar esse time do jeito que for necessário, ele tem o peso e a ascendência que talvez nenhum outro técnico no BR pudesse ter no Palmeiras. Se as atuais peças não lhe dão a dinâmica que teve em 2016, o elenco montado para 2017 lhe dá peças para compensar isso.

 

SANTA INOCÊNCIA

Post de 2 de maio

 

Eu ainda não consegui concluir se é mais inocente quem se surpreendeu com o declarado posicionamento político do Felipe Melo ou se é o próprio Felipe Melo ao declara-lo como o fez. De cada 10 palavras proferidas em seus acalorados discursos, 6,7 envolvem a religião. FM é um religioso fervoroso, o que já o coloca dentro de um alinhamento discursivo identificado com o conservadorismo. E aqui não emito juízo de valor, OK?

Felipe Melo não é ídolo do Palmeiras. E não por ter declarado seu apoio ao Bolsonaro, mas por não ter tido sequer tempo de conquistar em campo o direito de ostentar essa alcunha.

Em campo FM tem sim conquistado um séquito de fãs por conta de suas atuações, já que é muito bom de bola, além de sua entrega incomum. Consegue dentro das quatro linhas ser um líder – mais um deles. Líder, no entanto, não significa ídolo. Ídolos no atual elenco são Fernando Prass e Dudu (pessoalmente coloco Zé Roberto também).

Mas é bizarro notar como a porrada dada em Mier na última quarta-feira alternou sua simbologia. O que era um soco na cara do racismo e da intolerância, hoje é muito mais um ato de autodefesa. A mim não convence o papo inconformado com as ofensas uruguaias e ao mesmo tempo alinhar apoio a Bolsonaro.

Ainda assim, não espero que o torcedor alviverde mude sua conduta com o jogador Felipe Melo. O canto dedicado a ele antes de cada partida deverá continuar sendo entoado, desde que FM continue também entregando em campo os 101% que entrega desde sua estreia.

Ídolos, no entanto, se constroem muito também de suas virtudes além do campo de jogo, e a mim, sendo aqui bem egoísta na análise, FM é um improvável personagem merecedor de irrestrita admiração.

SAO PAULO - SP - ESPORTES - 17/01/2017 -  O volante Felipe Melo e apresentado oficialmente apos treino do Palmeiras no CT Academia de Futebol, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, nesta terca-feira (17). ICARO LIMAVERDE/ESTADAO CONTEUDO
SAO PAULO – SP – ESPORTES – 17/01/2017 – O volante Felipe Melo e apresentado oficialmente apos treino do Palmeiras no CT Academia de Futebol, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, nesta terca-feira (17). ICARO LIMAVERDE/ESTADAO CONTEUDO

A MERECIDA VITÓRIA CORINTIANA EM UMA NOITE PARA O PALMEIRENSE ESQUECER

Foram 66% de posse de bola alviverde contra apenas 34% do alvinegro, além de 13 finalizações contra oito. Nos cruzamentos outra larga vantagem, 28X12. O Palmeiras acertou 372 passes contra somente 153 do Corinthians.

Não parece, mas o Corinthians mereceu vencer o primeiro derby do centenário duelo. Claramente inferior tecnicamente, quem ditou o ritmo do jogo foi justamente o dono da casa. E não haveria outro modo de encarar o campeão brasileiro se não imprimir um jogo físico, de poucos espaços e pressão na saída de bola. Caberia ao Palmeiras sair desse jogo claramente favorável ao adversário e colocar a bola no chão, distribuir melhor seu jogo com inversão de lados e mais movimentação do meio campo. Não o fez, quis entrar no duelo pegado do Corinthians e, neste quesito, perdeu feio.

Ainda assim Keno poderia ter definido o duelo na primeira etapa, quando mandou bola no travessão de Cássio e perdeu – sim, perdeu- gol feito após lançamento primoroso de Felipe Mello. O Corinthians tinha em Gabriel o expoente de seu jogo, vibrado, pegado e de superação. E quase saiu de uma linda pancada de fora da área do ex-palmeirense o gol corintiano.

E ao falar de Keno, entro nos (de) méritos individuais alviverdes. Keno foi muito mal, tanto no aspecto técnico quanto no aspecto moral. Por mais que no futebol seja prática corriqueira o uso de aspectos de persuasão, tem uma Sapopemba de diferença você simular uma falta e apontar para um jogador adversário uma culpa que não lhe compete, que foi exatamente o que Keno fez na lamentável e estapafúrdia expulsão de Gabriel. Um lance já exaustivamente discutido e que não deixa nenhuma margem para ponderação. Foi sim um erro crasso do juiz, que poderia tranquilamente ter dado ouvido aos conselhos do 4º árbitro e não o fez. E Keno, ao ver que o vermelho fora aplicado ao jogador errado, olha para o banco alviverde e comemora. Vexatório!

Para a segunda etapa, tendo um jogador a mais e com Felipe Mello com um corte muito feio no supercilio, era muito mais jogo Eduardo Batista manter Raphael Veia no jogo para ser o armador do time e entrar com Guerra na vaga de Felipe Mello. As trocas de Eduardo foram basicamente seis por dúzia, já que na sequencia Felipe Mello pediu para sair e em seu lugar ele mandou Thiago Santos. Taticamente nenhuma mudança ao jogo de ataque contra defesa que virou a partida, onde o Palmeiras teve pouca ou quase nenhuma efetividade. Uma cabeçada de Keno a queima roupa em que Cássio fez grande defesa e um gol impedido de Mina em uma infindável maratona de cruzamentos quase sempre muito bem anulados pela defesa corintiana.

No mesmo dia e que o Palmeiras viu Lucas Barrios ir para o Grêmio, viu também Alecssandro entrar e não fazer absolutamente nada, além de tomar um cartão amarelo merecido, em mais uma substituição sem nenhum acréscimo tático de Eduardo Batista.

E foi no gol corintiano, onde a falha de um Guerra que claramente não entendeu ainda o que significa um derby contra um vigoroso Maicom, que em seu bote certeiro praticamente deu o gol da vitória ao alvinegro marcado por Jô, fica clara a maneira com que Fábio Carille preparou o seu Corinthians para encarar um derby centenário como ele deve ser, enquanto o Palmeiras de Eduardo Batista, com certa empáfia, entrou para disputar apenas mais um jogo de Campeonato Paulista.

jogo

MELHORES DO BRASILEIRÃO 2016 – FEROZES FC

Em uma temporada de baixas para quem vinha de temporadas em alta, queda para quem jamais havia sentido o gosto do rebaixamento e da ratificação de uma hegemonia que há muito tempo vinha correndo riscos, o Brasileirão 2016 distribuiu destaques por todos os cantos, em quase todas as equipes, mesmo as que flertaram e fecharam com o rebaixamento, mas, sobretudo, no campeão e nas equipes que lhe acompanharam na disputa.

O time do FFC faz desde 2008 suas seleções com os melhores dos campeonatos, e 2016 não será diferente. Seguem os times, os técnicos e os destaques do BR16 para a equipe FFC e convidados ilustres:

 

João Paulo Tozo (Ferozes FC)

Jailson (Palmeiras); Jean (Palmeiras), Geromel (Grêmio), Vitor Hugo (Palmeiras) e Fábio Santos (Atlético MG); Renato (Santos), Moisés (Palmeiras); Dudu (Palmeiras), Diego (Flamengo) e Robinho (Atlético MG); Gabriel Jesus (Palmeiras).

Técnico: Cuca (Palmeiras)

Craque do Brasileirão: Dudu (Palmeiras)

 

Márcio Viana (Ferozes FC)

Jailson (Palmeiras); Victor Ferraz (Santos), Geromel (Grêmio), Mina (Palmeiras) e Jorge (Flamengo); Tchê Tchê (Palmeiras), Moisés (Palmeiras), Arrascaeta (Cruzeiro) e Diego (Flamengo); Dudu (Palmeiras) e Gabriel Jesus (Palmeiras)

Técnico: Cuca (Palmeiras)

Craque do Brasileirão: Dudu (Palmeiras)

 

Almir Breviglieri Jr. (Ferozes FC)

Sidão (Botafogo); Victor Ferraz (Santos), Geromel (Grêmio), Vitor Hugo (Palmeiras) e Zé Roberto (Palmeiras); Willian Arão (Flamengo), Moisés (Palmeiras), Dudu (Palmeiras) e Diego Ribas (Flamengo); Ricardo Oliveira (Santos) e Gabriel Jesus (Palmeiras)

Melhor técnico: Alexi Stival “Cuca” (Palmeiras)

Craque do Brasileirão: Gabriel Jesus (Palmeiras)

 

 Felipe Oliveira (Ferozes FC)

Jailson (Palmeiras); Jean (Palmeiras), Mina (Palmeiras), Geromel (Grêmio) e Jorge (Flamengo); Renato (Santos), Moisés (Palmeiras) e Diego (Flamengo); Dudu (Palmeiras), Robinho (Atlético MG) e Gabriel Jesus (Palmeiras)

Técnico: Cuca (Palmeiras)

Craque do Brasileirão: Moisés (Palmeiras)

 

Leonardo Miranda (do Blog Painel Tático, do GloboEsporte.Com)

Jailson (Palmeiras); Jean (Palmeiras), Geromel (Grêmio), Vitor Hugo (Palmeiras) e Zeca (Santos); Renato (Santos), Moisés (Palmeiras), Dudu (Palmeiras), Diego (Flamengo) e Robinho (Atlético MG); Gabriel Jesus (Palmeiras)

Técnico: Dorival Jr. (Santos)

Craque do Brasileirão: Dudu (Palmeiras)

 

Celso Cardoso (TV Gazeta)

Jailson (Palmeiras); Victor Ferraz (Santos), Geromel (Grêmio), Mina (Palmeiras) e Zeca (Santos); William Arão (Flamengo), Tche Tche (Palmeiras), Moises (Palmeiras) e Lucas Lima (Santos); Marinho (Vitória) e Gabriel Jesus (Palmeiras)

Técnico: Dorival Jr (Santos)

Craque do Brasileirão: Moisés (Palmeiras)

Pedro Molina (Ferozes FC)

Vanderlei (Santos); Victor Ferraz (Santos), Mina (Palmeiras), Rever (Flamengo) e Jorge (Flamengo); Renato (Santos), William Arão (Flamengo), Tche Tche (Palmeiras) e Dudu (Palmeiras); Robinho (Atlético MG) e Gabriel Jesus (Palmeiras)

Técnico: Cuca (Palmeiras)

Craque do Brasileirão: Gabriel Jesus (Palmeiras)

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Pedro Molina elencou os melhores da temporada ,e todos nós do Ferozes FC endossamos a justíssima homenagem.

Seleção da Temporada: Danilo, Caramelo, William Thiego, Neto, Dener Assunção, Josimar, Gil, Cleber Santana, Ananias, Tiaguinho, Kempes, Bruno Rangel…

Técnico: Caio Junior.

ffc

O MAIOR EXEMPLO QUE FUTEBOL PRODUZIU PARA O MUNDO

Neste mundo que nunca foi tão futebol como ontem, costumeiramente é dito sobre o simulacro de vida que o futebol representa, seja para o (muito) bem ou para o muito mal. 

No mesmo dia em que vivenciamos dois povos se tornando um e transformando em um, um mundo de pessoas que entende essa dor e produz tantas demonstrações de amor, tivemos também os shows de horrores, de desamores e da mais completa falta de empatia vindo lá de Brasília, vindo da CBF, de dirigente de clube. E se buscarmos tem mais, mas nem precisamos nos dar ao trabalho de buscar nada para saber o quão maiores foram e continuarão a ser as demonstrações de humanidade e irmandade. 

Sempre foi, mas será muito mais de agora em diante, muito mais que um esporte. 

Eu não sei o quanto o mundo sai diferente disso tudo. Mas não tenho dúvidas que para quem precisar, sai disso tudo o maior exemplo que o futebol já produziu para o mundo. 

#ForçaChape #GraciasColombia

 

chapecoense atletico nacional
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