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ROGÉRIO CENI 100 VEZES – COM A PALAVRA, O SÃO PAULINO

Motivado pelo feito de Rogério Ceni, resolvi dar a vez aos amigos são paulinos para que descrevessem o momento sob a ótica de quem verdadeiramente sentiu o acontecimento com o coração de torcedor. Dos que contatei, três enviaram seus testemunhos de fé.

Obrigado, amigos. Seguem pela ordem de “chegada”:

Melvin Traldi


“Pela centésima vez o juiz apitou. O jogo parou. Ele cruzou o campo. Ajeitou a redonda. Fitou a vítima. Esbanjou classe e precisão. E novamente imprimiu mágica na retina dos presentes. Pela centésima os poucos segundos entre o ‘tapa’ na bola (como que feito com as mãos, com maestria…) me fizeram tomar o ar e gritar o Gol. Minimizo e absolvo o adversário, que poderia ser qualquer outro (ou outro qualquer). O caráter ímpar do momento faria de qualquer arqueiro mero figurante na cena. Pela centésima vez o talento e a dedicação venceram. Parabéns e obrigado, M1TO!”

Angelo Malka


“No domingo, meio cansado depois de trabalhar até 7:15h da manhã, acordei no começo do jogo, perdi o primeiro minuto, uma pena, pois assistir os 97 minutos dos 98 do jogo que ocorreu já é um pecado, pois a emoção do clássico foi sensacional como sempre. Porém estávamos prestes a viver um momento histórico e que nunca será esquecido no coração dos tricolores e na memória dos brasileiros.

Rogério Ceni, resgata algo perdido no futebol brasileiro há tempos. Assim como Marcos, também goleiro e que também é fiel a sua escuderia e um profissional ímpar dos gramados, ele é o símbolo do coração do torcedor do seu time. Lembro-me bem do primeiro gol dele em 1997 e de muitos outros que já salvaram a pele do time ou levaram a classificações e por aí vai.

Domingo Rogério fez com que os torcedores fossem ao delírio, foi como uma conquista de título, aliás má interpretada por muitos torcedores e comentaristas esportivos que disseram que o São Paulo comemorou a vitória sobre o Corinthians como nunca. Discordo completamente disso. Saibam todos que a festa foi feita para nosso campeão, herói e magnífico Rogério Ceni. O Corinthians foi só uma parte desse dia sensacional, que teve mais brilho por ser um clássico, porém nada mais que isso. Esta comemoração talvez exagerada vem para mostrar também que o torcedor são paulino sofre, chora, e tem orgulho de vestir a camisa do seu time, e muito pelo contrário do que muitos dizem, mostra que o torcedor tricolor não é frio, e sim um apaixonado que valoriza sua camisa e seu legado.

Com estas palavras, digo sem mais nem menos que temos orgulho de torcer para o São Paulo Futebol Clube desde que nascemos, e que nosso herói deve ser reconhecido por toda a população brasileira, pois faltam exemplos de humildade, profissionalismo e amor ao trabalho neste país. Ontem Rogério não colocou o São Paulo em destaque para o mundo, mas sim nosso país, como atleta e símbolo de algo muito maior que o futebol”

Neo Distortion


“Quando falamos de ídolo no futebol, nossas referências no Brasil e no mundo são geralmente de atacantes, dos que fazem o gol e que proporcionam aos torcedores as grandes jogadas de efeito e de conclusão. Mas, mais do que isso, a figura que destaco é a referência de um ser humano exemplar, de um ótimo caráter. Sem ser atacante, mas ainda assim artilheiro.

É assim que começo falando sobre um ídolo de verdade. É assim que começo a falar do goleiro são paulino Rogério Ceni.

Vivemos uma fase onde a imagem é usada pra vender e muitos atletas até tentam investir nesse conceito de bom moço, só que pensando nas vendas e no lucro que pode se dar a um patrocinador. Mas não se enganem, caráter é de berço, assim como o talento. E ao citarmos talento, Rogério Ceni tem de sobra. Eu poderia muito bem listar todos os títulos que ele já ganhou, mas não, a hora é propícia pra dizer do grande ídolo que ele é também fora do campo. Mesmo com grandes dificuldades, sempre foi exemplo como profissional, sempre o primeiro e o último a sair dos treinos. Foram 15.000 faltas treinadas antes de arriscar a primeira. Lembro-me de várias partidas que estavam perdidas e quando surgiu uma falta, lá estava ele novamente, com a sua maestria, que faz levar os olhos de todos os são paulinos à bola do jogo. E com certeza digo a vocês amigos, trata-se um sentimento inexplicável, ver o goleiro do seu time de coração marcar um gol de falta e decidir uma partida. Não sei dar um nome a isso, mas sentir essa emoção é para poucos. Se não há uma definição para esse sentimento, prefiro tratá-lo simplesmente como Rogério Ceni.  São 100 gols! 100 vezes o sentimento descrito. 100 vezes Rogério Ceni. Em minha opinião, o melhor goleiro de todos os tempos”