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O LIBERTADOR

A temporada, enfim, começou. Não só para o corintiano, mas para o brasileiro.

Confesso: fiquei ansioso pelo jogo do Corinthians. Não pelo adversário colombiano, que seria fraco demais diante do “cascudo” time alvinegro, como, de fato, foi. Estava é com saudades da Libertadores. Em 2015 “estarei mais uma vez de fora”. Porém, nada que me impeça de curtir bons jogos. E o melhor: vibrar com eles. Mesmo que em um deles esteja o meu maior rival.

É impressionante como a maioria das partidas dessa competição costumam ser boas mesmo quando a técnica não é protagonista. A atmosfera que cerca o torneio é, por si só, o grande barato. Por outro lado, é impossível ignorar as lacunas e irregularidades da péssima administração por parte dos amadores da Conmebol – o câncer do futebol sul-americano.

A intensidade de Corinthians 4 x 0 Once Caldas prova que essa Libertadores será inesquecível. Principalmente porque há 14 campeões entre os 32 participantes. E, todos, com equipes competitivas.

Na mesma medida em que exaltamos a beleza que impera – com merecimento – na Champions League, muitas vezes, criticamos o descaso visto constantemente em nossos quintas – também com merecimento – porém com ressalvas a serem feitas: nem tudo é essa porcaria toda.

A Libertadores ainda é diferente de qualquer outra competição.

Quando digo isso não falo das tradicionais (infelizmente) cusparadas ou dos casos de racismo que sujam a imagem do campeonato mundo afora. Falo do jogo jogado. Aqui é diferente, sim. É preciso saber jogar como pede a Libertadores. Com raça, atitude, malandragem e muito coração. O segredo para vencê-la ainda é o mesmo: jogar futebol. Mas um futebol que não se ganha somente com os pés. E, sim, com a cabeça.

Assim como na final em 2012, Emerson Sheik soube usá-la corretamente durante os 90 minutos da última quarta, na Arena, tornando-se peça fundamental na vitória corintiana. Não só pelo gol-relâmpago. Mas sim pela postura gigante. Típica de jogador decisivo que sempre foi. Daqueles que conhecem o caminho. Que sabem como chegar. E funcionou de novo. Em um momento de risco. Até porque, durante parte do primeiro tempo o Timão se encolheu e chamou muito o adversário, que quase chegou lá. Parando em Cássio.

Muitos torceram o nariz e previram o pior quando Guerrero foi pouco inteligente e saiu de cena mais cedo. Sorte do Bando de Loucos que lá estava Sheik, o comandante de um time que fez uma partida tanto na parte tática, quanto individual impecável. Deixando boas impressões para um temporada árdua.

Dentre os destaques individuais da estreia corintiana na Libertadores, não há como negar que o camisa 11 roubou a cena, demonstrando o que todos já conhecem dele. Rejeitado em 2014, Sheik é, com certeza, o cara do time. Tite sabe muito bem disso. Ontem, o autor dos gols que libertaram o Corinthians há 3 anos, foi, também, o cara da primeira grande partida do futebol brasileiro no ano.  O mesmo cara que pode novamente reescrever sua história onde já faz parte dela.

Em meio a vários destaques, Sheik foi o melhor em campo na goleada sobre o Once Caldas, pela primeira fase da Libertadores (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)
Em meio a vários destaques, Sheik foi o melhor em campo na goleada sobre o Once Caldas, pela primeira fase da Libertadores (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

 

RUI REI DO SÉCULO XXI ?

Nada de rede balançando, a primeira partida da final do Paulistão 2011 serviu de aquecimento para a grande decisão e todos esperam que o estoque de gols seja descarregado na Vila Belmiro dia 15 de Maio. Apesar do 0×0 não faltou emoção, o duelo tático entre Muricy e Tite determinou o equilibrio do jogo e se não fosse a trave talvez o empate ainda fosse o resultado mais justo, porém com gols.

Os desfalques somado ao cansaço devido à maratona de decisões influenciaram no desempenho do alvinegro da baixada, principalmente no primeiro tempo quando o combalido Ganso ainda estava em campo, aliás seria ele o novo Rui Rei* ? O fato é: a nova contusão do meia alvinegro (ainda praiano) afastará o craque por 1 mês, ou seja, seu retorno está previsto para a segunda partida da final da Libertadores, caso o Santos consiga avançar. Portanto fica difícil crer que Paulo Henrique Ganso voltará a vestir o manto santista, já que as negociações estão rumando para uma provável saída no meio do ano.

Bom, como o assunto principal é a final e toda sua repercussão, voltemos a ele.

O equilíbrio nas ações e a eficiente atuação da parte defensiva das equipes foram o panorama da partida e se o primeiro tempo não fez jus a grandeza dessa decisão, o segundo tempo tratou de compensar os 35.000 espectadores presentes no estádio com grandes lances de ambos os lados e muita disposição, mais do Corinthians , no entanto o Santos na medida do possível se lançava ao ataque mesmo com o esgotamento de alguns jogadores em campo. Com muita velocidade e movimentação, os destaques santistas foram os garotos Neymar e Alan Patrick, que alias entrou cheio de gás.

Agora, o segundo e decisivo confronto que será realizado no próximo domingo (15), às 16 horas, na Vila Belmiro promete um jogo ainda mais pegado e emocionante. Um novo empate, independente do placar, leva a finalíssima para os pênaltis.

Outro desfalque certo para o jogo fica por conta de Danilo, que recebeu o terceiro amarelo no jogo no Paulo Machado de Carvalho.

Nesta semana o Peixe volta suas atenções para a Libertadore onde enfrentará o Once Caldas no jogo de ida das quartas de final da competição. A partida será realizada quarta-feira (11), às 21h50 (horário de Brasília), no Estádio Palogrande, em Manizales. Já o Corinthians descansa e se prepara unicamente para a grande final de domingo (15).

*Em 1977, na grande final do Paulistão entre Corinthians x Ponte Preta, Ruy Rey (esperança ponte pretana) foi expulso pelo árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla logo no começo da partida, de forma no mínimo suspeita, já que o jogador parecia ter forçado o cartão vermelho por reclamar incessantemente com o juiz até o ato da expulsão. Tal fato foi cercado de polêmicas, principalmente porque após alguns dias Ruy Rey desembarcou no Parque São Jorge como novo reforço do alvinegro para a temporada de 1978. __________________________________________________________________________
Notas do clássico:

RAFAEL – Pouco exigido durante a partida. Nota: 6,0

JONATHAN – Cansado, pouco apoiou o ataque, porém se mostrou eficiente na marcação. Nota: 6,0

PARÁ – Entrou tarde. Sem Nota

DURVAL – Discreto como sempre. Fez seu arroz com feijão. Nota: 5,5

EDU DRACENA – Demonstrou muita raça e eficiência nos desarmes, falhou uma única vez, mas foi salvo por Rafael que defendou o chute de B.César no prosseguimento da jogada. Nota: 6,0

ALEX SANDRO – Um dos mais descansados, não soube aproveitar o lado esquerdo desfalcado da equipe corintiana acabando por sobrecarregar o atacante Neymar. Nota: 5,0

ADRIANO – Jogador operário, sabe marcar sem ser violento. Nota: 6,0

DANILO – Não jogou bem como vinha jogando, ainda tomou o 2° amarelo que o deixou fora da decisão do próximo domingo. Nota: 5,0

ELANO – O mais esgotado de todo o time, saiu totalmente acabado no 2° tempo. Nota: 4,5

GANSO – Se tocou na bola 3 vezes foi muito. Arriscou um único bom chute e saiu contundido. Nota: 3,5

ALAN PATRICK – Depois de Neymar foi o grande destaque santista, deu muita mais movimentação e de seus pés saiu a melhor chance do Santos na partida. Nota: 7,0

ZÉ EDUARDO – Tá na hora de fazer as malinhas e ir logo pro Genoa. (Espero queimar minha língua no domingo) Nota: 3,0

NEYMAR – O ”cara” da partida, foi pra cima, colocou duas bolas na trave e infernizou a defesa corintiana. Nota: 7,5

KEIRRISON – Entrou tarde. Sem Nota