QUANDO A IDADE NÃO É PROBLEMA

Com as saídas rumo a Europa de Neymar e Lucas, imaginava-se que o posto de protagonista do esporte no país ficaria vago. Entretanto, alguns “vovôs da bola” roubaram a cena. Alex (35), Seedorf (37), Zé Roberto (38) e, agora, Juninho Pernambucano (38) provam ainda reunir condições de atuar em alto nível e, hoje, são destaques de suas equipes no atual, e equilibrado, BR13.

Mesmo após passar da casa do 30, todos sempre prezaram pela manutenção de um bom condicionamento físico. Ambos parecem meninos na aparência conservada, tamanha a desenvoltura e classe demonstradas dentro de campo. A recompensa, talvez, esteja na sorte de nunca terem sofrido com uma grave lesão.

Devido aos longos e vitoriosos anos atuando em grandes centros do futebol europeu, todos desenvolveram muito bem suas habilidades como jogador. Tanto tecnicamente, quanto taticamente. Éticos, bem articulados e convictos de suas representatividades no mundo futebolístico, mantém-se alheios à polêmicas, deixando sempre uma ótima imagem ao grande público.

Craques com a bola nos pés, e sem ela, líderes natos, por onde passaram, sempre exerceram o papel de capitão de suas respectivas equipes. Ídolo do Coritiba, líder invicto do campeonato, Alex, levantou inúmeros troféus com a braçadeira do Fenerbahçe, deixando o time ano passado, com direito a uma homenagem em forma de estátua, na entrada da sede do clube. Na mesma linha, Clarence Seedorf, o holandês mais brasileiro do mundo, fez história com o manto de Ajax, Milan, Inter de Milão, Real Madrid e, agora, escreve outro brilhante capítulo em sua carreira vitoriosa com a consagrada camisa alvinegra do Botafogo. Campeoníssimo na Alemanha, Zé Roberto, atualmente comandante da meia-cancha do Grêmio, mostra a mesma habilidade dos tempos áureos de Portuguesa, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen e Hamburgo. Por último, Juninho Pernambucano. O ‘Reizinho de São Januário’ retornou pela terceira vez ao Vasco, seu grande amor, no último fim de semana. Trajando a camisa 10 cruz-maltina, o craque reestreou sendo peça fundamental na vitória do Gigante da Colina no clássico diante do Fluminense, no “New Maracanã”.

Ainda no Brasileirão-13, temos exemplos de atletas que são praticamente eternos. Como é o caso de Paulo Baier, do Atlético-PR, atualmente com 38 anos. Na mesma linha, tudo leva a crer que o ídolo máximo do São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni, hoje com 40, pendure suas luvas ao final desta temporada. Ainda mais pelo atual momento da equipe paulista, que vive crise sem fim. E o que dizer do “imparável” arqueiro esmeraldino Harlei? Com 41 primaveras e mais de 800 jogos com a camisa do Alviverde Goiano, o baixinho da camisa 1 prova a cada jogo e treino que ainda tem muita lenha para queimar.
Duas vezes melhor do mundo, com seus 33 anos, Ronaldinho Gaúcho, principal jogador do Atlético-MG, demonstra a cada passe, gol ou vitória, se sentir um novato no elenco do Galo – atual finalista da Libertadores e um dos favoritos ao título do certame nacional.

Paulo Baier, Ronaldinho, Rogério Ceni e Harlei - craques perto dos quarenta e outros que já passaram (Foto: Stéfano Bruno - Jornalismo FC)
Paulo Baier, Ronaldinho, Rogério Ceni e Harlei – craques perto dos quarenta e outros que já passaram (Foto: Stéfano Bruno – Jornalismo FC)

Fato é que nos tempos modernos de um futebol cada vez mais competitivo, a idade, se acompanhada de alguns cuidados básicos, prova não ser problema, mas solução. Aos jovens atletas de hoje, que sigam os exemplos dos ídolos do futebol de ontem. Não, pera…de hoje também.

Perto dos 40, Zé Roberto, Juninho, Alex e Seedorf conseguem jogar em alto nível.

Perto dos 40, Zé Roberto, Juninho, Alex e Seedorf ainda conseguem jogar em alto nível (Foto: Felipe Oliveira – Ferozes FC)

 


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