POR ORA PALMEIRAS, VERDÃO AVANÇA NA COPA DO BRASIL.

Na coluna de ontem, devido a falta de grandes informações referentes ao Palmeiras, divaguei acerca do momento atual do time e também do histórico. Contra o Paraná Clube, pelas 8ª´s de final da Copa do Brasil, apesar da boa vantagem conseguida na partida de ida, a dúvida sobre a performance do time era latente. Escaldadamente gatuno, o palmeirense vive esse dilema nessa da incerteza da vitória “certa”.

Ao Paraná Clube, mais do que reverter o resultado negativo, existe a necessidade em conseguir os acessos, tanto na série B do paranaense, como na do Brasileirão. A classificação então era secundária, mas importante era jogar bem, fazer frente ao Palmeiras.

Perspectivas distintas, mas o início de jogo mostrou a faceta alviverde que o palmeirense tanto teme. A de time frágil, que pode sofrer revés a qualquer momento, mesmo diante de adversário visivelmente inferior.

Os 3 volantes de Felipão (Assunção, Araujo e João Vitor) mais uma vez não marcaram nem as próprias sombras. O jovem e veloz ataque paranaense saia a todo instante cara a cara com a zaga alviverde. Ofensivamente o Palmeiras até começou bem, mas as investidas de Juninho voltaram a escancaram a avenida as suas costas, erroneamente sem cobertura.

Os problemas de sempre estavam lá. A marcação falha no meio e a falta de cobertura nas laterais. O risco de levar um gol de contra ataque foi latente como sempre tem sido.

O que diferiu o time das jornadas anteriores foi a postura de grande time que é. O 4-3-2-1, com Valdívia armando pelo meio e Mazinho por vezes flutuando como ponta esquerda, por outras compondo o meio, somada a demonstrada vontade do chileno e do recém contratado em mostrar futebol, deu ao time um poderio que não vinha sendo notado. Barcos centrado, ganhava não apenas a chegada veloz e habilidosa de Mazinho, mas o qualificado passe do camisa 10 (ainda que muitos deles errados) – justamente ele que havia reclamado da falta de criação do time.

Então houve sim progresso. Mais ainda – houve mudança de postura de peças chaves do time.

Não fora brilhante, mas teve o time de Felipão alguns momentos de Palmeiras. Daquele Palmeiras que não se vê há anos.

Teve na grande partida de Mazinho, que com dois gols, uma assistência e grande movimentação pelas duas pontas e que foi o nome do jogo, uma retórica positiva de um longínquo momento do clube. Não apenas na eficácia, mas mesmo na alcunha. Longe de compará-los, mas já comparando.  Foi em uma jornada de gala em 1994, em um histórico 6X1 do Palmeiras contra o Boca, que o Mazinho mais famoso da história cravou seu nome na vida alviverde e carimbou sua passagem para a Copa de 94.

Eram outros tempos, outro time, outro torneio, outro adversário. Até a posição dos xarás são distintas. Mas as semelhanças pontuais existem.

Pode o palmeirense olhar com bons olhos para o garoto que chegou sem medo de encarar a pressão do time mais efervescente do país.   Só não pode fingir que tudo está resolvido.

Os problemas – GRAVES – de marcação continuam. O time não encarou ainda nenhum adversário de série A.

Mas fez o que deveria, eliminou o Paraná sem sustos. Mostrou brio, qualidade ofensiva e algo ainda mais importante: Que pode, ainda dentro de suas limitações, atuar como Palmeiras. Respondendo por ora, a minha indagação de ontem.

Confira a coluna citada:

http://www.ferozesfc.com.br/o-recesso-do-verdadeiro-palmeiras/

Cheers,


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