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O ERRO FATAL

Por João Paulo Tozo

A derrota do Atlético Mineiro para o Raja Casablanca, da forma como ocorreu, dá a impressão de que de nada valeu o 2013 inesquecível que clube e torcida tiveram. Claro que, ainda no calor da derrota, a sensação entre os torcedores é de tristeza. Mas passada essa melancolia toda, quando for pesar os prós e contras, a balança deve pender pesadamente para o lado positivo.

Questiono sim o valor desse Mundial de Clubes e a importância descabida que sulamericanos dedicam ao torneio fifista. Óbvio, trata-se de um titulo, o último em disputa para nós da América do Sul. Sua conquista pode amarrar uma temporada de sucesso. Mas a derrota não diminui em nada os feitos do ano.

A importância em demasia que nossos clubes depositam nessa taça joga sobre suas costas um peso desnecessário. Exceto o Internacional, que em 2010 disputou o Mundial e terminou o Brasileirão com o vice-campeonato, todos os nossos outros representantes abdicaram do direito de disputar a maior competição nacional – muito maior e mais complexa que a disputa da Fifa.

Com o foco todo no sonho de enfrentar o campeão da Champions League, que por sua vez vê a competição muito mais como obrigação do que como um objetivo de vida, nossos clubes perdem referência, perdem senso de disputa, perdem a chance de fazer valer sua condição de campeão continental na disputa nacional. Disputa dura, de meses, que confere ao campeão a legitimidade de ostentar o posto de melhor.

Não é o que ocorre no Mundial, em disputas frias de jogo único, contra adversários de cenários menores e que chegam sem obrigação alguma de vencer sulamericanos e muito menos os europeus. Ou alguém acha que uma hipotética vitória do Raja contra o Bayern dará ao time marroquino a condição de melhor time do planeta?

Soa até como leviano considerar essa hipótese.

Em jogo único, a chance de se ter uma jornada desastrosa como a que o Galo teve ontem é latente. E ai a impressão de insucesso com o viés é nítida, mas injusta.

Tivesse o Galo entrado no BR13 para buscar o título e fatalmente teria ele polarizado a disputa contra seu maior rival. Tem time, estava cheio de moral. E a disputa acirrada e forte do BR13, ainda que não lhe trouxesse o título, lhe daria a pegada forte de competição que acabou faltando lá no Marrocos.

Considero um erro estratégico fatal dos nossos clubes passar seis meses sonhando com a disputa contra um europeu. Apequena-se diante do desdém do campeão da Champions e lhe tira a chance real de ser campeão nacional.

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