MUITO MAIS QUE UM CLÁSSICO. IMPRESSÕES SOBRE PALMEIRAS X CORINTHIANS

A alcunha “clássico” aplica-se a muitos e enormes duelos entre diversos de nossos grandes clubes. Mas o jogo Palmeiras X Corinthians está em outro patamar. Queiram ou não os profetas do apocalipse e alguns “reacionários” da imprensa que vivem tentando cunhar um novo e emblemático duelo como o maior de todos.

Não adianta esperar grandes jogos em técnica entre os dois quando é decisão. Mesmo quando ambos possuíam elencos formidáveis os jogos aconteciam mais na base do nervosismo exacerbado, pela superação de algum que estivesse inferiorizado, por detalhes que muitas vezes fogem dos aspectos técnicos e táticos. É tensão, é explosão, é TNT puro. É assim que gosto de jogos decisivos. Palmeiras X Corinthians começa a ser jogado e decidido ao longo da semana que o antecede, com declarações, posicionamentos e respostas de ambos os lados.

Mais que o aspecto técnico, na maior parte das vezes o aspecto preponderante no duelo e o emocional.

O jogo de ontem serviu também para afundar de vez o discurso de alguns que aponta para um suposto favorecimento da Federação Paulista de Futebol ao Palmeiras, pelo fato de seu presidente ser dirigente do clube. Oras, não só a escalação de PC de Oliveira não era vista com bons olhos pelo alviverde, como se sabe muito bem que muitos dos piores inimigos alviverdes estão incrustados dentro do próprio clube, sob o título de diretores. Vide Mustafa e sua corja.

Ao invés de apontamentos sobre esquemas, vale mais levantar situações conflitantes do jogo e tecer comentários.

Amarelar Kleber com 3 minutos de jogo foi o primeiro exagero de PC. Ao longo do jogo houve entradas muito mais ríspidas de ambos os lados e em algumas sequer foram marcadas falta. O que não exclui o fato de que o Gladiador exagerou na pilha, exagerou também ao tentar muitas vezes cavar faltas ao invés de prosseguir jogadas nas quais ele claramente levaria vantagem sobre o marcador.

Danilo foi de uma imprudência inaceitável no lance de sua expulsão. Jogada no campo de defesa do adversário não pede um carrinho daqueles. Isso não elimina também a recepção proporcionalmente violenta por parte de Liedson. Afinal, as marcas deixadas na perna de Danilo não foram causadas pelo gramado, obviamente.  O pé alto do atacante era motivo suficiente para PC puni-lo na mesma proporção da punição que recebeu o zagueiro. Em minha opinião, o amarelo cairia muito bem para ambos. Mas se o vermelho era a cor que o juiz queria aplicar, que fosse então mostrada aos dois.

Houve prejuízo ao Palmeiras. Mas dizer que houve roubo é forte. Por mais que o histórico de PC seja de prejuízos ao alviverde, fomentar a discussão em torno de algo premeditado não ajuda, pelo contrário, prejudica o clube que certamente irá sofrer punições do “excelentíssimo” TJD.

O que o Verdão precisa é trabalhar quieto, voltar a ser forte nos bastidores como os seus “co-irmãos” tem sido, para que em uma próxima escala de árbitros para seus jogos decisivos os “PC´s” da vida não estejam no sorteio. E que os sorteios não dêem margem para suposições, afinal, um jornal de grande circulação cravar e acertar quem seria o árbitro antes mesmo do sorteio levanta uma série de suspeitas.

A expulsão de Felipão, tenha sido justa ou não, não influiu tanto na forma de atuar do time. Mesmo com jogador a menos o Palmeiras foi mais time ao longo de todo o jogo. A dor de cotovelo que supostamente Felipão estava sentindo e que foi apontada pelo Adenor não tem sustentação técnica e tática. Com jogador a mais o técnico alvinegro pouco ou nada tirou de proveito.

O grande acerto de Tite foi mais uma vez promover a entrada de William. O cara tem estrela e empatou o jogo em falha de Deola, numa das únicas chances de gol do Corinthians. A insistência de Tite em Gil – ops – em Dentinho é de uma cegueira incrível.

E o goleiro Julio Cesar, que vinha sendo cornetado por parte da torcida e imprensa, mais uma vez mostrou que, guardadas as devidas e enormes proporções, está para o Palmeiras assim como São Marcos está para o Corinthians. O cara simplesmente fecha gol contra o alviverde, fica largo, vira um protótipo de Marcos. No ano são dois clássicos entre alviverdes e alvinegros, dois jogos com grande domínio do Palmeiras, dois jogos em que Julio Cesar é o salvador da lavoura corintiana.

Penalidades, ao contrário do que muitos pregam, não é loteria. Na disputa o Corinthians teve o seu único momento de domínio no derby, exatamente no momento mais decisivo.

Alerta ligado no Verdão, que agora foca na Copa do Brasil, onde encara o Coritiba, melhor time do país (em números e estatísticas) e provavelmente não terá Valdivia e Cicinho, contundidos no jogaço de ontem.

Falamos em clássico, então me despeço da ferocidade com um clássico do INXS, do grande Michael Hutchence – Need You Tonight

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Cheers,


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One thought on “MUITO MAIS QUE UM CLÁSSICO. IMPRESSÕES SOBRE PALMEIRAS X CORINTHIANS”

  1. Vou me dar ao luxo de comentar um jogo que não pude assistir, mas que consigo decifrar com as práticas já adotadas nos jogos anteriores. O time do Corinthians tem sido nitidamente inferior os outros três grandes. Tanto é assim que seus únicos diferenciais foram um jogador que já vem sendo considerado “talismã” e um goleiro, que como foi exposto no texto, fecha o gol contra o rival. De resto, tem um treinador que parece não estar interessado em dar padrão à equipe, principalmente no meio de campo (onde também não há opções razoáveis). O Corinthians pode até ganhar o Paulistão, mas para o Campeonato Brasileiro, muita coisa precisa mudar.

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