BUENO, RICARDO.

Mais do que acertar passes e gols, para cravar que tal jogador é bom ou ruim, gosto antes de analisar uma série de outros fatores: Movimentação sem estar com a bola nos pés, domínio de bola, condução.

Não que eu seja o único, longe disso. Mas não sei até que ponto essas análises são levadas em consideração quando um analista crava que jogador não presta ou é um legítimo craque.

Artilheiro do Paulistão 2010, Ricardo Bueno vive fase turbulenta no historicamente turbulento Palmeiras. Contratado para ser uma solução emergencial em um time com extrema dificuldade em marcar gols, Bueno não é a solução. Mas também não e um cabeça de bagre.

Não é do tipo que não foi apresentado a bola. Mas é claramente mais um da safra de jogadores que não sabem lidar com pressão. E haja pressão em ser a esperança de gols do atual Palmeiras.

Só que ele está tentando. Após triste atuação na estréia, fez contra a Portuguesa um jogo de muita entrega e dedicação. Marcou o gol de empate, arriscou outros chutes e emendou uma bicicleta.

Não é um virtuoso, nem mesmo deve ser a esperança de gols de um clube como Palmeiras. Mas não pode ser jogado na vala da descrença como muitos vem tentando fazer. Onde eu mesmo acabo por lançá-lo muitas vezes, assumo.

Diferente de tantos figurões que carregam famas maiores do que os próprios feitos – por vezes maiores que si próprios – e com os quais se tem muita boa vontade, com outros como Ricardo Bueno a má vontade muitas vezes beira o desumano.


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