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DIVISOR DE ÁGUAS É A COPA DO BRASIL.

Ao Palmeiras o restante da temporada depende exclusivamente do que acontecer na Copa do Brasil. Se vencer o Grêmio e depois conseguir o título contra Coritiba ou São Paulo, certamente o péssimo momento será esquecido e uma janela de calmaria dará ao time a tranqüilidade necessária para conseguir a pontuação para não ter dores de cabeça no BR12. Tendo ainda a Copa Sulamericana pela qual brigar.

É certamente o melhor dos cenários que o palmeirense pode imaginar até dezembro.

Se o título na Copa do Brasil não vier, o cenário então será desolador e desde que muita coisa mude, o destino desse time tem tudo para ser a série B.

Leia atentamente o trecho anterior antes de cornetar.

Até o presente momento o time de Felipão não venceu nenhum adversário da 1ª divisão. Na Copa do Brasil está invicto, mas não enfrentou nenhum adversário da elite. No BR12 vem de derrotas para Grêmio, Sport e Atlético MG, além de um empate contra a Portuguesa. Se o leitor mais atento considerar que a Portuguesa até o presente momento faz figuração na séria A, então a coisa fica ainda pior para o Palmeiras. E fica ainda mais grave se voltarmos ao Paulistão, onde exceto os 4 grandes, temos apenas a Ponte Preta e a Portuguesa na 1ª divisão. Neste cenário o alviverde tem então duas vitórias contra times da elite na temporada: Santos e Ponte.

Daí olhamos a escalação de ontem contra o Galo:

Bruno; Cicinho, Thiago Heleno, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Daniel Carvalho e Felipe, Luan e Barcos.

Na 2ª etapa entraram João Vitor, Mazinho e Maikon Leite.

Você olha para o banco e vê Leandro Amaro, Patrick, Arthur e outros do tipo. Um amontoado de jogadores nota 5,5 ou 6 misturados a outros sem nota, além de Barcos e Henrique.

Então imaginar que com esse material que já trabalha junto há tempos as coisas possam mudar drasticamente é ser demasiadamente torcedor, quando o momento pede ponderação. Nada irá mudar com o que se tem.

Diz a boca média que contratações serão feitas na janela de transferências. Thiago Ribeiro, Obina, Eder Luis, nenhum deles irá mudar o patamar do time, com todo o respeito. Del Piero e Gattuso estão dando sopa e alguns clubes brasileiros parecem já iniciar movimentação por eles. E isso não é sonhar alto. É sonhar justo. O Palmeiras, no entanto, parece que não enxerga o mercado exterior. Nem sequer olham para nossos vizinhos, cheios de jogadores de meio talentosos, de baixíssimo custo. Vão preferir gastar 5 mi de euros no Thiago Ribeiro.

Mas se nada ou quase nada pode ser feito para mudar essa perspectiva tenebrosa, então o que fazer?

O que foi que o Santos fez em 2002 e agora em 2010?

Financeiramente debilitado e precisando dar uma guinada no time, apostou nas jóias da base.

“Ahhh, mas não é todo dia que se tem um Neymar”. É o discurso do descrente.

Não precisa ser Neymar. Basta ser Bruno Dybal, Diego Souza e Luiz Gustavo. Jogadores de comprovado talento da base alviverde. Da mesma base que todo mundo gosta de dizer que não revela ninguém.

Será que na verdade o que falta é maior boa vontade de quem pode puxá-los para o time de cima ao invés de qualidade na base?

A última vez que jogadores da base assumiram a responsabilidade no time de cima foi também emergencialmente. Vagner Love, Diego Souza e Edmilson reconduziram o time de volta a elite e no ano seguinte recolocaram o Palmeiras na Libertadores.  Nem eram grandes craques. Mas ao contrários dos medalhões daquele time, eram moleques cheios de vontade de aparecer para o cenário da pelota. Compromissados com o time e consigo próprios.

“Pô, mas é muita responsabilidade para o garoto”. O mesmo descrente volta a me cornetar.

São jogadores profissionais e que já passaram por todas as fases de preparação. São da seleção sub 20 e vivem pedindo a atenção do Profº Scolari. Querem jogar, podem colaborar e é disso que o time precisa.

Ao fechar os olhos para esses jogadores, Felipão comete um desserviço ao clube e uma injustiça com estes profissionais.

Se não der certo, paciência. Não vai dar certo de qualquer jeito da forma que está e como não vem dando nos 2 anos onde Felipão é o chefe. Mas pode dar. Tem que tentar.