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I campioni dell’Italia siamo noi

Por Raphael Prado*

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A derrota do Napoli para a Roma na tarde da última segunda-feira fez com que “La Vecchia Signora” comemorasse com três rodadas de antecedência o seu 34º título da série A (32 contabilizados pela FIGC, que anulou dois títulos da Juventus em 2006 depois do escândalo do “calciopoli”, mas tanto time quanto torcida consideram 34, pois alegam que foram ganhados em campo, mas isso é tema para outro debate). A festa pelo 5º título é mais que merecida, pois quem vê esse segundo turno avassalador, quase que perfeito, tem que olhar para trás e lembrar que o começo da temporada não foi essas mil maravilhas, com o time chegando a ficar em 13º lugar na classificação geral e praticamente todos na “velha bota” davam como certo o título do Napoli. Não só foi um campeonato de recuperação, mas como de remontagem do elenco, que sofreu muitas mudanças em relação ao time que foi vice-campeão da Europa. Com as saídas de Pirlo, Vidal e Tevez como seus principais jogadores, e do técnico-bandeira-ídolo  Antônio Conte, que foi dirigir a seleção italiana, o time do Piemonte teve que se reformular bastante, e para isso trouxe reforços como Mandzukic, Quadrado e possivelmente o mais importante de todos, Dybala, que junto com os remanescentes Claudio Marchisio e Paul Pogba fizeram com que o meio campo bianconero não perdesse a qualidade do setor que era um dos pontos fortes da equipe nos últimos anos. Esse título também é um presente para o técnico Massimiliano Allegri, que nunca foi unanimidade entre os torcedores, e que foi muito contestado após a eliminação da Champions para o Bayern, responsabilizado por fazer alterações equivocadas no jogo, e com isso fez o time perder a força e acabar levando a virada do time da Baviera. Superada a eliminação no torneio continental a Juventus seguiu derrubando seus adversários que vinham pela frente e de quebra com um time praticamente reserva foi passando de fases na Copa da Itália e em uma semifinal que poderia ser roteiro de filme, eliminou a tradicional rival Inter dento do San Siro – Giuzeppe Meaza em Milão, se classificando para a final contra o Milan que será disputada no estádio Olímpico em Roma no próximo dia 21 de maio. De uma temporada que parecia perdida a uma temporada com o goleiro que ficou mais tempos sem levar gols pela Série A, foram 973 minutos sem que conseguissem vazar o experiente Gigi Buffon, chegando as quartas de final da UCL, classificando-se para a final da copa nacional com o time reserva e podendo levantar a taça pela 11ª vez e sendo fechado com chave de ouro com a conquista do Scudetto. Para a próxima temporada fica o desafio de voltar a ser grande no cenário europeu porque no cenário nacional está cada vez mais gigante.

#FinoAllaFine #ForzaJuve

*Raphael Prado, fotógrafo, paulista, 33 anos. Apaixonado por música, esportes e pela vida urbana. Seu interesse por fotografar começou nos anos 1990, quando ganhou sua primeira câmera e só aumentou, depois de trabalhar em uma loja de revelações. Registrar seu cotidiano e suas paixões tornou-se algo maior e em 2014 concluiu sua graduação no curso de Fotografia no Senac São Paulo. Desde então, tem se dedicado a este ofício, produzindo ensaios autorais e colaborando para alguns veículos. Confira o trabalho em http://www.raphaelprado.com
 

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