Folha seca: O adeus a mais um campeão do mundo.

Texto: Gregório Possa
Foto: globoesporte.com

A primeira partida da semifinal proporcionou o que há de mais emocionante em termos futebolísticos, de um lado a poderosa Holanda, que não conquistava uma vaga na final da Copa do Mundo desde 1978, do outro toda tradição celeste, que renasceu de forma surpreendente depois de longos anos sem figurar entre os maiores do planeta.

O Uruguai não contava com Lugano (machucado) e Luiz Suárez, suspenso, depois de salvar sua seleção com uma defesa no último minuto da prorrogação contra Gana. Já a Holanda entrou em campo completa e com uma equipe muito mais qualificada que a celeste, restava aos sul-americanos compensar as adversidades com muita raça e disciplina tática, características típicas da escola uruguaia.

Oscar Tabárez – técnico uruguaio pela 2° vez em copas (1990 e 2010) – sabendo das limitações de sua equipe escalou Gargano, volante marcador, para o lugar de Suárez, tentando neutralizar o habilidoso meio de campo laranja.

O esquema uruguaio prevaleceu até os 18 minutos, o chute que abriu o placar para Holanda pode ser muito bem descrito pelo nome da minha coluna, pois bem, Van Bronckhorst acertou um legítimo ”folha seca” e não deu chances para Muslera, mais uma vez a Jabulani entrou em cena e complicou a vida do goleiro.

O Uruguai tinha muita dificuldade de se aproximar do gol holandês, por vezes pecava por sua limitação técnica. Forlán decidiu então, usar da mesma arma que os holandeses utilizaram para abrir o placar, com um chute certeiro de fora da área, o mesmo empatou a partida e reascendeu a esperança uruguaia. A igualdade no placar se manteve até o fim da primeira etapa.

O técnico Bert Van Marwijk mudou o panorama da partida no segundo tempo, substituindo De Zeeuw por Van der Vaart, com isso a Holanda ficou mais ofensiva e tomou conta do jogo. Com um gol irregular de Sneijder e outro de Robben os holandeses ficaram com um pé na final da Copa, porém se engana quem pensa que a celeste desistiu da partida, apesar de sentir o golpe dos 3×1, o Uruguai foi para o tudo ou nada e por pouco não realizou outro milagre, aos 47 minutos, Maxi Pereira diminuiu o placar e a equipe celeste pressionou com fervor até o apito final do árbitro.

O último representante do nosso continente caiu, mas caiu de pé. O Uruguai ressurgiu nessa Copa e mostrou novamente ao mundo sua força e tradição. A entrega dos jogadores, a disciplina tática e a sua raça deixaram marcas durante o torneio e ressaltaram de forma brilhante o verdadeiro sentimento de uma Copa do Mundo. Os nossos vizinhos sul-americanos defenderam sua pátria de forma honrosa e seus torcedores podem se orgulhar disso.

Parabéns gigante Uruguai !
É bom saber que você está de volta !


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