Chazinho de Coca – Foi uma tragédia anunciada, não foi?

Dunga esteve ao longo de quatro anos a frente da seleção brasileira. Mas eu critico a sua seleção a somente dois desses quatro anos, tendo em vista que o Ferozes FC existe tem pouco mais de dois anos.

Nesse tempo não houve uma única vez que eu dediquei um texto meu para elogiá-lo. Algumas passagens sim, lógico. Ninguém consegue errar sempre. E veja, esse “errar” é baseado no meu conceito de erro no que se aplica a seleção brasileira. Até ontem Dunga tinha quase 70% de aprovação popular. Não sou a voz da verdade e nunca quis ser.

Não torci contra o Brasil. Não consigo, não posso, não faz parte do meu perfil. Mas sempre estive na contramão do técnico da nossa seleção.

Por isso, meus amigos, eu abro hoje o meu Word e me sinto tranqüilo para escrever sobre a derrota brasileira. Aliviado jamais. Mas convicto de que assisti hoje a uma tragédia anunciada.

Crucificar o coitado do Felipe Mello é justo?

Poderia fazê-lo. Mas acho muito mais cabível criticar Kaká e Luis Fabiano, que era onde morava a minha esperança de jogo, mas nunca, jamais o pobre Felipe Mello. Nunca olhei com bons olhos o Robinho, mas do trio ofensivo foi o que desempenhou melhor papel.

Antes de criticar o bipolar volante, acho mais correto criticar quem o colocou onde jamais deveria estar. O dono da seleção. O senhor todo poderoso do discurso perfeito, da coerência plena. O salvador da lavoura da moralidade no futebol. E de todo e qualquer “bla, bla, bla” que você quiser rememorar que o nosso ex-técnico proferiu nesses 4 anos.

Ninguém é genial um dia e uma anta no outro. Ninguém é grande jogador no 1º tempo e no 2º torna-se cabeça de bagre.

Mas com Felipe Mello isso aconteceu.Tanto nas transmissões da TV, nos tweets da vida, nos comentários alheios de quem estava ao meu lado.

Caramba, ele foi o Felipe Mello de sempre. O mesmo que vem de temporada pífia na Juventus da Itália. Não houve surpresas com ele. Houve confirmação. Somente.

Surpreendente foi a falha de Julio Cesar. Monstro Julio Cesar, goleiraço. Mas que humanamente falhou.

Surpreendente foi a ausência de Luis Fabiano em campo. Foi o apagadissimo Kaká, esse ao longo de toda a Copa, justo ele que era a grande esperança de bom jogo desse time.

“Ahhh, mas ele veio machucado”.

Certo, então ninguém pode cornetar o Rooney e o Torres por seus rendimentos na Copa. A situação é a mesma. Fora que isso flagra mais um erro dentro do tal “planejamento” do Dunga. Não ter substituto a altura pro cara é um erro fatal. Como acabou sendo.

Não é justo, nem mesmo com o Dunga, que os que até o meio-dia elogiavam o trabalho do treinador agora passem a crucificá-lo. A seleção brasileira perdeu onde todo mundo sabia que podia perder.

No “pacote Dunga” já vinha o destempero de Felipe Mello, a falta de opções de banco para mudar o jogo e mesmo a incapacidade de leitura da partida do cara.

Talvez não viesse o time medroso do 2º tempo. A apatia do 2º tempo.

O jogo teve dois tempos bem distintos.

O 1º tempo do Brasil. A Holanda partiu pra cima, mas ficou com a sua retaguarda exposta para os contra-ataques brazucas. Zagueiros e laterais anos luz de distância um do outro. O Brasil poderia ter definido o jogo ali, naqueles 45 minutos, mas não o fez.

O 2º tempo foi todo da Holanda. Ajudada muito pela apática atuação dos comandados de Dunga, ainda que vencendo por 1X0. A Holanda se ajustou na retaguarda, os laterais encostaram em Van Bommel e Sneijder, a zaga deixou de ficar exposta e o Brasil parou de jogar na medida em que Robben e Sneijder – nome do jogo – ganhavam o campo.

Diferentemente do Brasil, que poderia ter fechado a conta no 1º tempo e não o fez, a Holanda poderia ter feito 3 ou 4 gols, fez 2, a medida certa para conquistar a sua justa classificação.

Aos que preferem culpar o pobre coitado do juiz, ou o mais coitado ainda do Felipe Mello, alegrem-se. Mick Jagger esteve lá. Seu pé frio também pode ser usado como desculpa para essa tragédia anunciada.


Cheers,


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Uma ideia sobre “Chazinho de Coca – Foi uma tragédia anunciada, não foi?”

  1. Eu estava convicto no primeiro tempo que já estariamos na final, depois passando fácil em cima ou de gana ou do agora MEU Uruguai, mas como você disse o segundo tempo não foi nada inesperado, vimos um time apatico, desesperado, Felipe Mello, nome no qual quando vi que estava escalado tinha me dado um frio na espinha. O mais engraçado foi ver o figura dizendo em uma entrevista que a temporada da juve foi ruim, diferente da dele que achou muito boaa.

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