Arquivo da categoria: Chazinho de Coca

O Futebol, a ironia, as histórias.

Chazinho de Coca – Interpol no Via Funchal.

INTERPOL!

Hoje abro espaço para um “textículo” a respeito do showzaço do INTERPOL na ultima terça-feira(12/03/08).

Competência, perfeição nos mínimos detalhes, setlist perfeito(faltou Roland, mas td bem), carisma gélido que extasiou todos os que estiveram presentes na Via Funchal no ultimo dia 12/03/2008 e acompanharam de pertinho o showzaço do Interpol. FODIDO! Só assim pra explicar um show dessa magnitude.

Paul Banks é um puta vocalista competente e do alto de sua frieza, alegrou a todos que lá estavam. E eu voltei com dor nos braços de tanto agitar o tradicional air guitar. Conquistou ainda mais a minha admiração.

Quase tive um treco quando tocaram logo como segunda música, o petardo que mais amo deles, “Obstacle 1”. Uma noite memorável e um show que entrou pra história.

O Bis com NYC, Stella was a diver and she was always down(a qual admito fiquei emocionadíssimo) e PDA era uma sequencia que eu já esperava, mas não com tamanha qualidade. Enfim, inesquecível 😉

OUVINDO INTERPOL – STELLA WAS A DIVER AND SHE WAS ALWAYS

Chazinho de Coca – Ascensão, Apogeu e Queda.

Ascensão, Apogeu e Queda.

Queda?

O campeonato paulista teve nesse fim de semana a sua rodada mais empolgante. A começar pela vitória maiúscula da Lusa contra já não tão badalado São Paulo. A Portuguesa não deve se classificar, o São Paulo ainda é forte candidato, mas é cada vez mais visível que algo anda bem errado pelos lados do Morumbi. Muricy parece estar perdendo a mão. A defesa que era o grande orgulho da equipe penta campeã brasileira demonstra falhas grosseiras. Jorge Vagner continua ótimo nas bolas paradas, mas erra passes que não errava até pouco tempo. Adriano continua não acrescentando nada ao time.

Estaria o São Paulo entrando em processo de “queda”?

Ascensão, apogeu?

O Corinthians não tem um elenco tão badalado como o de seus maiores rivais, Palmeiras e São Paulo, mas vem cada vez mais demonstrando uma força incrível em seu conjunto. Ciente de suas limitações apela para a tradicional raça corintiana e surpreende até agora. Hoje bateu o líder da competição de forma irrepreensível, com grande jornada de Dentinho, que ao contrário de Lulinha, não foge do pau. Mano Menezes parece ter total controle sobre seu elenco e deve sim, estar entre os quatro classificados para a semifinal do Paulistão. E se deixarem o Corinthians chegar, não será fácil segurar.

Palmeiras:

Uma vitória palmeirense digna das epopéias Scolaristicas, mas com padrão tático e técnico das equipes de Luxemburgo. Um show do trio Valdívia, Diego Souza e Kleber. Mas até a segunda metade do primeiro tempo, tudo levava a crer que a “asa negra” do Verdão aprontaria mais uma.

Após inicio empolgante da equipe alviverde, um gol inesperado do Braga desestabilizou a equipe, principalmente o seu maior ídolo, Marcos. O goleiro pentacampeão perdeu a cabeça após receber entrada dura do atacante do Bragantino. Falta que o juizão não assinalou a favor do Palmeiras, mas não justificou a reação de São Marcos, que ainda que não tenha acertado um chute de verdade, fez menção e foi merecidamente expulso, gerando pênalti que foi devidamente convertido no segundo gol da equipe do interior. Luxemburgo, acertadamente, sacou Alex Mineiro para dar lugar a Diego Cavalieri. A opção por deixar Kleber se justificou mais adiante, com a ótima jogada feita por ele, para conclusão perfeita de Diego Souza, golaço! O Palmeiras se inflamou e partiu pra cima do adversário. Viu César Gaúcho ser expulso por falta em Valdívia. Alguns minuto depois, em grande jogada, viu Valdívia finalizar com peculiar categoria e anotar o gol de empate do Verdão.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro, com o Palmeiras em cima do adversário e não demorou a desempatar o placar. Kleber novamente fez grande jogada e achou Leandro livre para finalizar e marcar o terceiro.

Um pênalti marcado erradamente pelo juiz deu a Léo Lima a chance de fazer o quarto, mas ele isolou a bola, o que acabou fazendo justiça pelo pênalti mal marcado.

Mas o gol mais bonito da partida estava por vir e contou com participação decisiva de Valdívia. Diego Souza fez lançamento perfeito para o chileno, que ganhou na velocidade do zagueiro, driblou o goleiro como se fosse um cone, tamanha a facilidade e mesmo tendo o gol livre para concluir, rolou para trás e achou Denílson livre para concluir. O mesmo Denílson ainda fez o quinto gol, selando a espetacular vitória do Palmeiras. Grande jogo!

Chazinho de Coca: Marcos – Para sempre palestrino!

Marcos – Para sempre palestrino!

Que “São” Marcos de Palestra Itália é um dos maiores ídolos palmeirenses de todos os tempos, isso não resta dúvida. Mas agora é oficial! Na manhã desse sábado, ele ganhou o título de sócio remido da Sociedade dos Eternos Palestrinos, grupo dos sócios vitalícios do Verdão, assim como o divino Ademir Da Guia e Oberdan Catani. Emocionado, Marcos comentou sobre a homenagem:
– Estou muito emocionado. Esse tipo de coisa não tem preço. Sou muito grato à diretoria, que sempre teve muito carinho comigo – destacou o camisa 12.
– Para mim, isso é maravilhoso. Fico extremamente agradecido pelo carinho da diretoria. Só tenho o que agradecer – completou.
Marcos é um cara único! Um dos últimos jogadores no Brasil que ostentam dignamente a condição de ídolo, ao lado de Rogério Ceni no São Paulo e (quem sabe) Edmundo no Palmeiras e no Vasco. Mais do que isso, Marcos é ídolo de todas as torcidas. Boa pessoa, homem de caráter, contagiante, simpático, articulado e pródigo em defesas miraculosas, tornando-se um gênio em sua profissão. Conquistou a condição de ídolo máximo no Palmeiras em 1999, quando foi o fator de desequilíbrio do time campeão da Libertadores, entrando para história como o único goleiro eleito o melhor jogador de uma edição de Libertadores. Depois disso solidificou ainda mais sua condição em 2000, quando voltou a ser destaque no vice-campeonato da competição continental e foi protagonista de um dos momentos mais marcantes da história moderna da bola, quando defendeu o pênalti cobrado pro Marcelinho Carioca e com isso eliminando mais uma vez o maior rival.
Só que Marcos já mostrava seu enorme potencial em 1996, quando assumiu provisoriamente a titularidade do gol palmeirense, no lugar de Velloso, que tinha se contundido. Na mesma época, ainda sob a condição de reserva de Velloso, Marcos foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira. Aliás, sua relação com a seleção brasileira também merece um comentário.
Se em 1996 ele começou a se destacar no Palmeiras, em 1999 ele tornou-se ídolo e em 2000 fixou seu nome na eternidade palestrina, em 2002, sendo o titular absoluto da seleção de Felipão e melhor goleiro da Copa do Mundo, dividindo com Ronaldo e Rivaldo, a condição de destaque da seleção pentacampeã, tornava-se ele um ídolo nacional, de todas as torcidas.
Não é raro Marcos receber elogios de torcedores adversários. Afinal, quem não queria ter um Marcos no seu time?
No ano de 2003 deu uma demonstração máxima de amor ao clube, negando uma proposta milionária do Arsenal da Inglaterra, para ajudar o Palmeiras a se reerguer de seu maior fiasco histórico, a queda para a segunda divisão. E lá estava ele, o melhor goleiro do Brasil, único condecorado melhor de uma libertadores, pentacampeão mundial, jogando em “arenas” nas áreas mais remotas do país, arrastando também com sua condição de ídolo nacional, multidões para acompanhar os jogos do Palmeiras na série B. Ao final da temporada, pode de cabeça erguida, orgulhar-se do lindo trabalho feito ao lado de seus companheiros e tendo assim, trazido o time de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.
Depois disso muitos foram os problemas do goleirão herói. Seguidas contusões o fizeram analisar a possibilidade de aposentadoria. O surgimento do ótimo Diego Cavalieri chegou a colocar em xeque a importância de Marcos no elenco.
Mas contra tudo isso, ele venceu e hoje está aí, retornando aos bons tempos e mostrando que, para felicidade dos torcedores alviverdes, para o terror dos atacantes adversários e prazer dos apreciadores do esporte mais amado por todos nós, a muralha ainda está de pé.
obs: imagem e citação de marcos extraídas do site do “LANCE!”: http://www.lancenet.com.br/
Interpol no Brasil

Quem vai? Quem já comprou? Não tenho tempo e saco pra ir até a Via Funchal comprar a maravilha. Alguém quer me vender uma entrada? Pago as cervejas no dia do show, além do dinheiro da devida, lógico! É amigo, num é bolinho não.

Por hora, fecho minha extensa coluna com uma sonzeira da rapaziada marota que vem para o Brasil agora em março: Interpol – Obstacle 1
Cheers!

Chazinho de Coca.

Lampejos, “choro”, gol e cerveja. – Um típico domingo de clássico!

Já começo a sentir falta do tempo que me sobrava. Mas o ser humano é pródigo em se adaptar aos diferentes momentos de sua vida e eu não fujo a regra.

Outro que não foge a essa regra é o meio campista, craque, agitador, já folclórico e ótima figura, o chileno do Palmeiras – Valdívia.

Ele foi o nome do clássico de ontem. Literalmente acabou com o jogo! Decidiu a partida do jeito que esperamos que os diferenciados decidam. Chamou a atenção e aresponsabilidade para si, driblou, armou, deixou companheiros na cara do gol, apareceu na área pra concluir, cabeceou, agitou e não cavou o tal pênalti que realmente ocorreu, mas que não era um BAITA lance claro pra se crucificar o juizão. Valdívia foi o nome do jogo e o nome positivo da rodada, já que o negativo ficou com o “Imperador” do Morumbi.

Luxemburgo mais uma vez insistiu em deixar Alex Mineiro isolado no ataque e pela escalação sem sentido, do bom Wendell. Mas a ótima partida do camisa 10 alviverde, supriu bem a deficiência ocasionada por essas ferocidades e teimosias Luxemburguianas”

Já Mano Menezes fez o que dava pra ser feito. Sem contar com meio time do que pode se considerar titular, ele escalou bem a equipe, que chegou em muitos momentos a dominar territorialmente o jogo, mas infelizmente para ele, a condição técnica de seu elenco não permite vislumbrar um bom aproveitamento desse “domínio” territorial.

No segundo tempo, Luxa finalmente enxergou que o jogo estava muito afunilado, abrindo mão então de seu homem de área e colocando Kleber pela direita e Denílson pela esquerda. O jogo palmeirense melhorou muito e logo se definiu o merecido resultado.

Destaque da partida: Valdívia

Menções honrosas ao ótimo goleiro Julio César e a dupla de zaga corintiana. E do lado palmeirense, o sensacional zagueiro Henrique, o sempre eficaz Pierre e Denílson que entrou e teve boa movimentação.

Já do lado de cá, agradeço aos marotos Anderson e Tiago que trouxeram a cerveja cheia de ginga para acompanharmos juntos ao clássico.

Escrevo a coluna ao embalo de: Grant Lee Buffalo – The Hook