Todos os posts de João Paulo Tozo

Coordena e escreve para o Ferozes FC. É blogger do canal Esporte Interativo, colunista do SP Jornal e Colaborador do Portal Terceiro Tempo (Milton Neves). Já teve banda e brinca de ser DJ nas festas do FFC e quando convidado por outros eventos. Freqüenta estádios de futebol desde a época em que sua mente ainda não registrava fatos para a eternidade. Apaixonado por futebol e música. É fã de rádio e um entusiasta das transmissões esportivas feitas através dele. É adepto da imprensa esportiva que desce do muro. Seja do lado de dentro ou de fora. É fundador da Grife FFC e atua nas 3 frentes: Blog/Site, Programa de Rádio e Eventos.

No Maracanã, o espetáculo do futebol

Para um paulista, ainda que flamenguista de moleque, o campeonato carioca é deveras curioso. Um campeonato com duas ou três finais para se decidir o super campeão. A primeira parte dessa história foi decidida ontem num confronto que certamente entrará para a história de Flamengo e Botafogo – um jogo para coroar ressurreição do futebol do Rio vista no último ano – a disputa pela Taça Guanabara.

Chances iguais para os dois lados, com predomínio do Botafogo no primeiro tempo e do Rubro-Negro no segundo. Um pênalti daqueles que, sendo marcado, gerou inconformismo na torcida do Fogão. Não o sendo, deixaria os flameguistas indignados. Chuva torrencial e um golaço do outrora polêmico e agora candidato a novo xodó da massa rubro-negra Diego Tardelli.

Tanto Botafogo quanto Flamengo estão fazendo um belo trabalho, reestruturando-se. É certo que derrotas nessas circunstâncias são mais sofridas, mas o caminho é a perseverança e não decisões abruptas que podem por tudo o que já foi conquistado a perder. Por isso, a nota triste vem do pós jogo. Infelizmente virou mania nacional se reclamar acintosamente das arbitragens no Brasil. Dirigentes, técnicos e comentaristas esportivos parecem mais interessados em fomentar esse tipo de discussão – inócua – do que celebrar o espetáculo do futebol que foi visto ontem no Maracanã.

Isso será tema de outras colunas. Hoje ficamos por aqui, ao som de Roberto Carlos – não o lateral.

La Mano de Díos

Os times que não engrenam

São Paulo e Palmeiras têm hoje, no papel, os melhores escretes do Brasil. E mesmo assim não engrenam. O Tricolor Paulista male male segura um empate com o Noroeste (para não falar nos vexames recentes) e o Verdão da Capital não convence, por mais que Luxemburgo e grande parte da mídia esportiva brasileira o elejam como o papão do ano.

Aí eu pergunto: o que acontece?

Com certeza, cada um terá sua resposta, e por isso fica aqui a minha: falta ousadia para o Tricolor e culhão para o Verdão.

Ousadia, coisa que desde sempre faltou ao Muricy. Ousadia para colocar Jorge Wagner na lateral esquerda, parar de inventar com o Rycharlisson e treinar os laterais para subir até a linha de fundo. Qualquer um que assiste aos jogos do São Paulo já percebeu: Jorge Wagner não é o meia que o Muricy tenta fazer, e Rycharlisson é volante. Um excelente volante.

Além disso, os laterais tricolores têm que se comportar como laterais modernos. Tendo volantes bem posicionados e um ataque composto por dois armários, está mais do que na hora de Jorge Wagner e Joílson se revezarem nos cruzamentos. Ouse, Muricy.

Já do lado verde, já passou do tempo dos caras fazerem valer todo o hype. Cadê o nó tático do Luxemburgo? Cadê os craques da Traffic? Diego Souza e Valdívia são incensados como craques, Lenny é a mais nova jovem promessa do futebol brasileiro, mas está cada vez mais claro que quem segura as pontas no Verdão são o Pierre e o Marcão. E logo logo o Pierre vai embora. Abre o olho, Palmeiras!

Em tempo: eu acredito no Botafogo. Mas o pós-jogo de ontem da Taça Guanabara foi digno de pena. Prestem atenção, Bebeto e Cuca, não joguem fora toda a credibilidade que vocês com tanto custo conquistaram…

E para acabar: todo meu apoio ao nosso brasileiro-croata-inglês Eduardo da Silva. Muita força nessa hora!

A música do dia vai para ele: Jimmy Cliff – Many Rivers to Cross

"Puxe uma cadeira, peça um copo – a cerveja é por nossa conta."

Quais são as diversas formas de se enxergar o futebol? O que pode acontecer quando um bando de ferozes apaixonados por futebol, que tem talvez na música o seu elo de união, se junta para contar suas impressões das rodadas que se sucedem? Palmeirenses, São-Paulinos, Santistas, Corintianos, Flamenguistas(??). A fauna é extensa e a ferocidade equivalente.

Aliás, o que quer dizer a tão propagada palavra “feroz”?

O Michaelis diz o seguinte: fe.roz
adj (lat feroce) 1 Que tem natureza de fera. 2 Cruel. 3 Que nada teme. 4 Arrogante, ameaçador. 5 Insolente. sup abs sint: ferocíssimo.

Contudo o nosso feroz tem um uso um tanto quanto diferenciado do normal.

Explicar? Complicado! Exemplos?

Hmmm, vejamos: Rapazote está jogando palitinho com um camarada numa mesa de boteco e repentinamente surge uma garota cheia de ginga na mesa ao seu lado. Ao fundo rola um som suingado e as cervejas já fazem um certo efeito na cabeça do nosso “herói”. A gata é estonteante e ele não resiste, então dirigi-se à ela e solta a pérola:”Oi, como você quer ser acordada amanhã? Quer que eu te ligue ou que eu te cutuque?” Este cara é feroz pra caramba!

Mas melhor do que qualquer exemplo, vamos colocar aqui a definição daquele que foi responsável pelo termo: como diria o Mestre Bode, “feroz é aquele que vai pra cima”.

Sacou? Não?

Então basta ficar de olho nessa patifaria que logo você aprende e quem sabe, acaba se descobrindo com o verdadeiro feroz.

Sejam todos bem vindos ao Ferozes Futebol Clube.

Por: João Paulo Tozo.